Árbitro rouba a cena na vitória do Inter sobre o Bahia

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O árbitro paulista Paulo César Oliveira foi uma unanimidade: desagradou tanto a colorados quanto a tricolores na partida em que o Internacional derrotou o Bahia por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Beira Rio.

Enquanto os visitantes reclamavam impedimento no lance do Gol de Gilberto, aos 13min do primeiro tempo, de um pênalti convertido em tiro livre indireto e do cartão amarelo em vez do vermelho para Bolívar em falta que tirou Dodô de campo, os anfitriões pediram dois pênaltis não marcados pelo árbitro, que deixou o gramado xingado de “ladrão” pela torcida.

Com o resultado, o Bahia permanece com 42 pontos, mas ainda pode perder a 13ª colocação caso o Palmeiras (42) pontue hoje diante do Vasco. Palmeiras que é o próximo adversário do Tricolor, sábado, às 19h, no Pituaçu. Marcos e Fabinho, suspensos, estão fora da partida e Dodô, contundido, depende de avalaição médica. Em compensação, Titi, Souza e Paulo Miranda voltam ao time.

O Bahia entrou fechado na defesa, disposto a apostar nos contra-ataques, mas a estratégia de Joel Santana durou apenas oito minutos, tempo que o Inter precisou para furar a retranca tricolor com um gol de Gilberto, após rebote de Lomba em chute de D´Alessandro.

As lambanças de paulo César Oliveira começaram aos 26min, quando fez vista grossa ao desvio de Fabinho com a mão no chute de Leandro Damião. O comentarista de arbitragem da Equipe dos Galáticos, Manoel Lima Matos, vaticinou: “a reclamação do Leandro Damião procede porque o Fabinho desviou a bola com as mãos, e mão dentro da área é pênalti”.

Aos 32min, o árbitro voltou a aprontar, mas desta vez o prejudicado foi o Bahia, e em dose dupla. “Além do pênalti, o Bolivar merecia expulsão, pois houve contato físico. Dodô sofreu uma falta dura dentro da área”, criticou Manoel Lima Matos.

Por causa da pancada no joelho esquerdo, Dodô não pôde prosseguir em campo e Joel Santana teve de substituir o lateral pelo volante Helder.

Nos acréscimos, Diego Jussani também meteu a mão na bola, mas Paulo César não viu, para revolta dos torcedores colorados.

Ao final do primeiro tempo, o técnico do Bahia, Joel Santana, engrossou o côro dos insatisfeitos. “Como é que tá o jogo? Pergunte ao Paulo César. Foi uma vergonha o que ele fez”.

O atacante Júnior e o goleiro Marcelo Lomba recusaram-se a jogar a culpa pelo mal resultado nas costas do árbitro. “Ele errou, mas não é o ún ico culpado por esse resultado”, declarou Júnior. “A gente tem que se preocuipar em virar o jogo. Vamos deixar a arbitragem pra lá”, arrematou Lomba.

O Bahia voltou com uma alteração: Nikão entrou no lugar de Magno. No Inter, o técnico Dudu trocou Sandro Silva por Tinga, contundido.

Com uma marcação mais avançada, o Bahia anulou as principais jogadas de ataque do anfitrião, equilibrando as ações no Beira-Rio. Mas apesar do maior volume de jogo, o Bahia não conseguia levar perigo ao gol de Muriel, que quase não era incomodado pelo ataque tricolor.

Em vez disso foi o Inter que teve as melhores chances para ampliar, a melhor delas aos 41min, quando D´Alessandro carimbou o travessão de Marcelo Lomba em cobrança de falta. No final, o Bahia buscou o empate na base da pressão, mas não teve sucesso.

INTERNACIONAL 1 x 0 BAHIA
Campeontato Brasileiro – 35ª rodada

Internacional
Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Bolívar e Kléber; D’Alessandro, Oscar,  Tinga (Sandro Silva) e Bolatti; Gilberto (João Paulo) e Leandro Damião.
Técnico: Dudu

Bahia
Marcelo Lomba, Marcos, Diego Jussani, Danny Morais e Dodô; Hélder, Fabinho, Fahel (Carlos Alberto), Diones e Magno (Nikão); Lulinha e Junior.
Técnico: Joel Santana

Data: 16/11/2011
Local: Beira Rio, em Porto Alegre
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP), auxiliado por Herman Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis
Renda: $ 104.795,00
Público: 7.262 pagantes
Cartões amarelos: Fahel, Fabinho e Marcos (B); Bolívar, Bolatti, Nei, Sandro Silva e Kléber (I)
Gol: Gilberto, aos 8min do primeiro tempo

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