“Bahia da Torcida” é lançado com mais de seis mil torcedores e protestos contra MGF

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Bem mais cheia do que na quarta-feira (15), quando o Bahia deu adeus à Copa do Brasil diante do Luverdense-MT em dia de “Público Zero”, a Arena Fonte Nova foi palco nesta sexta do lançamento do grupo “Bahia da Torcida”, que pede mudanças dentro do Tricolor, incluindo a renúncia imediata do presidente Marcelo Guimarães Filho. Diante de mais de seis mil torcedores, o projeto foi apresentado por Sidônio Palmeira, um dos líderes do movimento.

Com o apoio do governador Jaque Wagner e do prefeito de Salvador ACM Neto, o “Bahia da Torcida” também conta com a força de outros políticos e personalidades que torcem para o Esquadrão de Aço. O manifesto não defende um nome para assumir o clube, mas que existam condições de que novos nomes apareçam e concorram à presidência.

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“Temos aqui a primeira estrela do Bahia, que foi de 1959, e a segunda estrela do Bahia, campeão brasileiro de 1988, que tem vários jogadores dessa campanha aqui. E vocês sabem qual vai ser a terceira estrela? Que nós vamos botar aqui no peito? É quando a torcida do Bahia assumir o seu clube, decidir os rumos do seu clube. O Bahia não tem dono. Acabou a capitânia hereditária. Tem que acabar a Era dos Guimarães. A Era é da torcida do Bahia, que é o maior patrimônio desse clube”, desabafou Palmeira em discurso de abertura.

Além do publicitário, subiram ao palanque a primeira dama Fátima Mendonça, o ex-presidente do clube Fernando Schmidt, o secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo de Salvador, Guilherme Bellintani, e os ídolos Paulo Rodrigues, Sapatão e Bobô. Todos a favor do movimento que pede a renúncia do atual presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho.

 

Durante o discurso, Sidônio Palmeira falou sobre o encontro que teve com o presidente tricolor na quinta-feira. De acordo com ele, Marcelo Filho chegou a aceitar a proposta de mudança, mas se negou a renunciar ao cargo. “Não posso sair pelas portas do fundo. Fui eleito, tenho que terminar meu mandato até 2014”, teria dito o cartola, segundo Palmeira, que respondeu: “Então não temos negócio. Tô aqui representando a torcida, não posso trair essa multidão”. O “Bahia da Torcida” pede a saída imediata e acredita que uma nova intervenção no clube, como a ocorrida em 2012, se repita em breve por causa de supostas irregularidades na eleição do Bahia.

“Uma vez me colocaram no Conselho sem eu saber. Depois me tiraram sem eu saber. É isso que funciona? Perguntem para diretoria quem são os sócios. Eles não sabem quantos têm. Eles não abrem as portas do Bahia. Queremos ser sócios e escolher o presidente do nosso clube. Se não funcionar, botar pra fora. É isso que nossa torcida quer. E não vamos aceitar negociação nenhuma a não ser a alteração do Estatuto. Não tenho medo de me reunir com ninguém. Nossa campanha é pela democracia”, explicou Palmeira.

Com forte campanha nas redes sociais, o “Bahia da Torcida” lançou também seu site oficial e espera contar com a adesão da torcida tricolor. De acordo com Sidônio Palmeira, novas ações serão realizadas e, aos poucos, o torcedor saberá como participar e ajudar na busca pela democratização do clube.

Protestos
Exaltados e esperançosos com a possibilidade de mudança no clube de coração, os torcedores do Bahia levaram faixas e cartazes em forma de protesto ao presidente Marcelo Guimarães Filho, que concedeu coletiva de imprensa no mesmo horário do início do evento realizado na Fonte Nova para confirmar os acertos com Cristóvão Borges, Anderson Barros e dizer que não irá renunciar. Cantos direcionados ao mandatário tricolor também foram entoados na arquibancada e rolou até buzinaço na saída do estádio.

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