Polícia analisa imagens de jogadores do Vitória em hotel de Curitiba

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A Polícia Civil do Paraná analisa as imagens das câmeras de segurança do Hotel Bourbon, em Curitiba. A Delegacia da Mulher da cidade  investiga uma denúncia de que uma mulher foi supostamente estuprada por jogadores do Vitória na madrugada de segunda-feira (30) em um dos apartamentos do hotel. De acordo com a polícia, as imagens mostram a movimentação nos corredores do hotel na madrugada entre as 2h e 5h de segunda-feira. Porém, conforme a polícia, as imagens não serão divulgadas até o fim do inquérito. A delegada titular da Delegacia da Mulher, Marcia Rejane Vieira Marcondes, que está cuidando do caso, não quis falar sobre o assunto nesta quarta-feira (2).

vitoria_002O Vitória enfrentou o Atlético-PR em Curitiba pelo Campeonato Brasileiro no domingo (29), vencendo a partida por 5 a 3. Ao deixar a zona de desembarque no aeroporto de Salvador (BA), na noite de segunda-feira, o diretor de futebol do clube baiano, Raimundo Queiroz, negou a denúncia de que jogadores do Vitória teriam estuprado a mulher. “Pela última vez, não fomos acusados de nada”, afirmou o dirigente. Os nomes dos atletas indicados pela mulher à polícia não foram divulgados. O zagueiro Victor Ramos disse que estava dormindo. Outros jogadores também negaram a situação.

Em entrevista coletiva, na segunda-feira, a delegada afirmou que a suposta vítima, de 44 anos, diz ter sido violentada, mas não entrou em detalhes. “Ela não precisa quais os atos sexuais que ela foi submetida”. Marcondes disse que a vítima afirmou ter sido violentada porque estava nua na hora que acordou. “Mas ela não recorda o que aconteceu entre o momento em que ela saiu da balada e o momento em que acordou. (…) É muito preliminar, muito prematuro nós alegarmos que ocorreu um fato criminoso ou que não ocorreu”.

Segundo a delegada, a vítima saiu do hotel e depois de 30 minutos retornou relatando que teria sido violentada. A mulher foi acolhida por um homem que passava pelo local.  Ela foi medicada com antirretrovirais, utilizado para evitar infecção por HIV e outras doenças contagiosas, e pílula do dia seguinte, para evitar uma possível gravidez.
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Amiga da suposta vítima defende jogadores
Em depoimento à Polícia Civil, uma amiga da vítima, que preferiu não se identificar, relatou que não acredita que o crime tenha ocorrido. Ela também contou que elas haviam ido ao hotel apenas para conversar com os jogadores.

De acordo com a jovem que estava com a suposta vítima, eram quatro pessoas: ela, a mulher e mais dois jogadores. “Não rolou nada. Esta menina estava bêbada, completamente bêbada. Nós tentamos fazer com que ela tomasse um banho, e ela não quis. Eu e um outro menino saímos do quarto e supostamente os outros também saíram do quarto e ela ficou sozinha. Ou seja, ela quer a imprensa do lado dela. Ela quer tudo isso, quer aparecer”.

Apesar de enfatizar que não houve crime, a jovem disse que não estava junto e, portanto, não viu se realmente a mulher ficou sozinha no quarto. A jovem destacou que defende os atletas porque “conhece a índole dos jogadores e não a dela [da vítima]”. A moça disse que conhece os jogadores há, aproximadamente, um ano, mas não quis dizer de onde conhece os jogadores.

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