Ronaldinho escancarou dificuldades do marketing do Flamengo
E o que parecia o caminho mais natural, aconteceu. Ronaldinho Gaúcho entrou na Justiça contra o Flamengo e pode até mesmo não voltar a jogar pelo clube. Neste um ano e meio de parceria, envolvendo até mesmo a Traffic, muitas coisas vieram à tona para o grande público.
Ronaldinho chegou ao Flamengo em 2011, em um contrato de quatro anos. No curto prazo, a Traffic vislumbrava alcançar 30 milhões de reais com o patrocínio máster. Além disso, o clube projetou 200 milhões de reais em marketing ao longo destes 48 meses.
Neste sentido, a imagem de Ronaldinho seria utilizada pelo clube para a chegada de inúmeros patrocinadores e o jogador teria papel fundamental no licenciamento de novos produtos. Não podemos excluir, é claro, a fatia de vendas de uniformes com seu nome.
O que se notou escancaradamente foi a dificuldade do Flamengo em arrumar um forte patrocinador. Nesta tônica, escancarava-se também a falta de apelo de Ronaldinho no mercado publicitário, não fechando nenhum acordo com relevância. Sua imagem era desvalorizada a cada nova polêmica e má atuação.
Pelo lado do clube, o amadorismo no trato com potenciais patrocinadores e novos contratos, a falta de planejamento, a demora em utilizar a imagem de Ronaldinho (com pífios produtos com seu nome no varejo) e a amadora gestão de Patrícia Amorim, foram enfraquecendo o Flamengo em suas estruturas.
Ronaldinho não foi fundamental em campo, foi perdendo com o tempo os valores de sua imagem que tanto fizeram sucesso no mercado. A ginga, a juventude, a irreverência, o carisma, foram se esvaindo ao longo deste 1 ano e meio. Ou quem sabe já nos tempos de Milan.
Patrícia Amorim falha em sua gestão-torcedora. As empresas não sabem do porque investir no Flamengo. Como, juntamente com o clube, eles podem rentabilizar em cima do seu maior ativo: o torcedor. Ações de ativação? O clube desconhece. Exposição? O mercado está em constante amadurecimento, somente isso já não é mais suficiente.
O Flamengo precisa se profissionalizar. Necessita de dirigentes sérios, mão de obra qualificada, que saiba explorar de maneira positiva a imagem do clube, o amor do seu torcedor. Ronaldinho foi apenas mais um problema, como tantos que o clube possui. Ele segue, o clube segue. O aprendizado, espero que fique.











