Com Zé Roberto inspirado, Bahia vence Juazeiro e reverte vantagem

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Ufa! A torcida tricolor, enfim, pode falar sem muito estresse sobre futebol. Depois de quase 40 dias de espera, o Bahia voltou a vencer no Baiano. Placar por 2×0 sobre o Juazeiro, na Fonte Nova, no primeiro jogo da semifinal, ontem.
Antes da bola rolar , o clima não era dos melhores nas arquibancadas. Além do jejum no estadual, o Esquadrão não sabia o que era vencer na nova Fonte: dois empates, contra Vitória da Conquista e Bahia de Feira, e duas derrotas para o Vitória.

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Após a “revolta das caxirolas”, a torcida, dessa vez, fez um protesto civilizado. Alguns torcedores se vestiram de preto, enquanto outros levaram faixas contra o presidente Marcelo Guimarães Filho e o gestor de futebol Paulo Angioni. Mas bastou o apito inicial do árbitro pra torcida relaxar um pouco mais.

E isso só foi possível a um jogador que ainda estava em débito. Depois de 46 jogos pelo clube, o meia-atacante Zé Roberto brilhou. Cheio de gás, o jogador de 32 anos nem parecia sentir o peso da idade. Liso, aproveitou a velocidade para deitar e rolar em cima dos zagueiros adversários.

O primeiro gol do jogo saiu assim. Após receber de Fernandão, Zé passou por três marcadores e tocou na saída do goleiro Marcus Vinícius. A torcida, animada, gritou. “Vai pra cima deles, Esquadrão!”.

Joel surpreendeu ao escalar o garoto Feijão no lugar de Ryder. Com Toró e Diones recuados, sobrou para Talisca a responsabilidade de armar as jogadas ofensivas. Com dificuldades, o jeito foi arriscar nas bolas paradas, mas Talisca parou nas defesas de Marcus.

Mesmo sem variedade nas jogadas de ataque, o time precavido de Joel soube aproveitar a fragilidade do Juazeiro. Pablo tabelou com Diones e, no cruzamento pra área, a bola desviou no zagueiro Márcio e enganou o goleiro: 2×0.

De bem com a vida, o torcedor só voltou a vaiar após Joel Santana escolher o zagueiro Danny Morais pra substituir o lesionado Feijão. “Burro, burro, burro”, ecoou no estádio. A partir dali, o jogo “morreu”.

Aplausos
Totalmente retrancado, o Bahia não ampliou o placar, mas também não levou gol. Enquanto isso, Marcelo Lomba assistia ao show de horror do ataque rival. A partida só tinha graça quando Zé Roberto, na raça, partia para o mano a mano. Que dia!

O resultado estava de bom tamanho. No fim, aplausos da torcida para Zé Roberto e para o time. Fim do jejum. No sábado, às 18h30, o Bahia pode até perder por um gol de diferença que vai para a final do Baiano.

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