“A religião não foi muito legal comigo”, diz Marília Mendonça

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Marília Mendonça falou de momentos de sua vida no último “Lady Night” deste ano. Além do “chifre” que revelou ter levado aos 12 anos, a cantora comentou a presença de mulheres no sertanejo e sua relação com a religião, já que começou a cantar na igreja.

“Na igreja que eu ia todo mundo cantava, as adolescentes tinham um playbackzinho, sabendo cantar ou não. Hoje não tenho religião, acredito em Deus. A religião não foi muito legal comigo”, afirma, explicando seus motivos para pensar assim.

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“Eu fui obrigada a sair para trabalhar com 15 anos. Quando eu cantava num bar, não tinha bebida, eu cantava para trabalhar, e a gente não foi bem aceito por isso na igreja, diziam que eu e minha mãe não seríamos aceitas por Deus de jeito nenhum. As pessoas param de acreditar em Deus porque um falador diz que Deus não gosta de você do jeito que é”, critica.

Ela analisa a presença das mulheres no sertanejo. “Acho que demorou porque a gente não sabia o que dizer para trazer as mulheres para perto e não ser uma boneca em cima do palco, não ser a bela, recatada e do lar. E isso veio nas letras, a gente conversa com as mulheres como amigas, não como rivais. Quando eu vi o machismo, comecei a compor músicas com o que queria que os homens dissessem para mim. O verdadeiro feminismo é feito de atitudes”, disse Marília a Tatá Werneck.

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