Separados há 22 anos, Eliane Giardini e Paulo Betti vivem casal em ‘Órfãos da terra’

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Durante quase 25 anos, Eliane Giardini e Paulo Betti viveram juntos, num casamento que gerou duas filhas. Em 1997, o relacionamento chegou ao fim, mas o destino fez com que os dois voltassem a viver um caso de amor, agora, na ficção. Amigos nos bastidores, eles dão vida ao casal Rania e Miguel Nasser, no novo folhetim das seis, “Órfãos da terra”. Com a missão de trazer leveza para a trama que tem como pano de fundo a história de refugiados sírios que se abrigam no Brasil, o núcleo deles terá uma missão importante: abrigar os parentes fugidos da guerra, entre eles a protagonista Laila (Julia Dalavia).

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— As questões que eu tinha com Paulo, nós já resolvemos. Uma separação não é fácil. Mas isso tem muitos anos. Acho que, no início, foi um pouco difícil. Mas hoje já está tudo resolvido. Temos filhas e um neto — diz Eliane, que não encontra paralelos entre a vida real e a ficção: — O casal da novela é estável, mas ela é meio prepotente e manda nele. Já Miguel é um pouco sonso.

Para Paulo Betti, voltar a trabalhar com a ex-mulher está sendo uma chance de eles estarem próximos novamente:

— Acabamos de fazer um filme, que também produzimos. Somos os protagonistas, produtores e diretores. Já estávamos mais ou menos preparados para fazer a novela. Talvez até por terem visto alguma foto, ou ficarem sabendo do filme, se animaram a nos colocar para trabalhar juntos novamente. Já temos uma parceria altamente estimulante. Primeiro, porque ela é ótima atriz. Segundo, porque o fato de estarmos próximos um do outro nos ajuda. Estamos conversando sobre nossos filhos, nosso neto. Eu e Eliane temos um bom jogo de cena. A gente se formou junto, fez escola de teatro… A gente se entende.

Além da parceria com o ex-marido, Eliane não esconde a satisfação de fazer uma personagem acolhedora após interpretar uma mãe megera em “O outro lado do paraíso’’:

— Adoro fazer novela, e quando ela trata de um tema tão importante como esse, o trabalho ganha um sabor especial. Isso ajuda a combater o preconceito que muitos têm com os refugiados. Muita gente chama esses estrangeiros de bandidos e de homens-bomba.

A atriz adianta que, mesmo vivendo numa família tradicional, sua personagem Rania é uma mulher muito para frente, que ajuda a trazer a família síria para a realidade brasileira.

Para completar, ela ainda interpreta a borra de café.

— Eu já aprendi a ler. É uma coisa lúdica. Você olha para o pó, vê imagens e interpreta. Ainda não faço profissionalmente, mas achei bem interessante — conta Eliane.

Casado atualmente com a atriz Dadá Coelho, Paulo Betti assume que tem se sentido mais velho pelo fato de ver o filho, João, fruto de sua relação com Maria Ribeiro, se tornar adolescente:

— Ele tem 16 anos. Quando nasceu, eu já tinha 50. Todo mundo falava que isso rejuvenesce. Mentira! Um filho dá noção da nossa idade.

Família dá o tom do humor para a trama

Se na vida real Paulo e Eliane são pais de duas mulheres, em cena essa conta sobe para três, com Aline (Simone Gutierrez), Zuleika (Emanuelle Araújo) e Camila (Anaju Dorigon).

A personagem de Emanuelle trabalha com o pai numa importadora. Ela contará com o apoio da filha Cibele (Guilhermina Libanio), que dará a maior força para a mãe se separar quando ela descobre que está sendo traída pelo marido.

— O nosso compromisso na trama é trazer humor. Tanto que Zuleika terá uma relação muito engraçada com o delegado Almeidinha (Danton Mello). Ele quer viver um casamento tradicional, mas ela tem pimenta. Casou-se muito cedo e não quer uma relação tradicional — adianta Emanuelle.

A atriz conta que sua personagem também terá um papel importante na história do casal de protagonistas:

— Ela fica amiga de Laila, de Jamil (Renato Goes) e vai ajudar os dois na relação

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