Bonner erra e chama Moro de ‘ex-ministro’ durante Jornal Nacional

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O âncora William Bonner, do Jornal Nacional, cometeu uma gafe na edição da última terça (11). Ao noticiar sessão do Supremo Tribunal Federal, o apresentador se referiu a Sergio Moro, ministro da Justiça, como ex-ministro.

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“A segunda turma marcou pro dia 25 o julgamento de um habeas corpus de Lula contra a atuação do ex-ministro Sergio Moro no caso do triplex. O julgamento começou em dezembro do ano passado e tinha sido suspenso por um pedido de vista”, disse Bonner.

Ministro irá ao Senado por vontade própria

Moro irá ao Senado na quarta-feira da semana que vem (19), às 9h, prestar esclarecimentos depois do vazamento de mensagens trocadas entre o ex-juiz e o procurador Deltan Dallagnol.

Para tentar minimizar seu desgaste, o próprio ministro do governo Jair Bolsonaro se ofereceu para ir à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A avaliação é que o Senado é um território menos hostil que a Câmara e que a comissão é um ambiente controlado.

“Comunico a vossa excelência que fui informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de sua disponibilidade para prestar os esclarecimentos à comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal sobre notícias amplamente veiculadas na imprensa relacionadas à Operação Lava Jato”, escreveu o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), em carta destinada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A carta foi lida em plenário durante a sessão do Congresso Nacional, que reúne deputados e senadores, e provocou reclamações.

“Não é adequado que o ministro escolha, que o ministro decida e a gente não possa participar desta decisão”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS).

“Estou falando aos senadores. Não estou convidando os deputados federais a participarem”, retrucou Davi.

Ao se oferecer para ir ao Senado, Moro se antecipou à aprovação de requerimentos para convocá-lo e tenta esfriar o clima para a criação de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) para apurar possíveis irregularidades sobre seu comportamento como juiz da Lava Jato.

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