Colégio do DF inclui tablets na lista de material de 2012

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O Centro Educacional Sigma, de Brasília, incluiu tablets na lista de material escolar do ano que vem. Em 2012, cerca de mil alunos do 1º ano do ensino médio vão usar o equipamento no lugar dos tradicionais livros.

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Nos tablets estará o material didático produzido com exclusividade para o colégio por um grupo de 30 professores para 16 disciplinas. A escrita manual está mantida e os tradicionais cadernos estarão nas salas de aula.

O coordenador do ensino médio do colégio, André Frattezi, é um dos professores do grupo que viabilizou o projeto a pedido da direção do Sigma. Segundo ele, o modelo que será implantado é o primeiro no Brasil.

Ele explicou que o projeto foi inspirado em modelos de escolas inglesas e escocesas. A expectativa é expandir o projeto para o segundo e terceiro anos do ensino médio em 2013 e 2014. Também está em estudo o uso dos tablets por alunos do ensino fundamental, na faixa etária entre 11 e 14 anos.

De acordo com o professor Frattezi, o material digital está sendo elaborado com a metodologia exclusiva do colégio. Os alunos não vão depender do sinal da internet durante as aulas. Eles vão baixar um aplicativo para ter acesso aos e-books produzidos para os cursos.

Segundo o professor, o material didático tradicional usado hoje em Brasília é o mesmo do empregado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo ele, existe uma carência de material para algumas disciplinas, que só são aplicadas em Brasília, como as de música, artes, filosofia e sociologia. Esse material não está disponível nos livros de papel usados hoje, mas estarão nos tablets. “Essa foi uma preocupação nossa ao implantar o projeto”, disse.

Custo
De acordo com o professor, o preço do material didático digital será mais barato do que os livros de papel. Segundo ele, a reação dos pais à novidade foi, no início, de dúvida. “Para os pais é uma novidade muito recente. Acredito que é razoável que para uma pessoa acostumada a ler livros de papel por 50 anos, a novidade é assustadora”.

O professor disse que a escola fez reunião com os pais e que não houve resistência. Os questionamentos surgidos foram em relação sobre como será o uso do equipamento nas aulas, não sobre a compra dos tablets.

A escola está conversando com os pais e disponibilizou o contato com a editora digital que está elaborando o material, para esclarecer dúvidas.

A respeito do controle do uso dos tablets dentro das salas de aulas, o professor foi enfático. “Dentro da sala de aula, o professor dirige hoje o uso do livro. Não será diferente com o uso do tablet. Fora do horário das aulas, o uso será livre.”

O estudante Arthur Custódio, de 15 anos, que estuda na filial do Sigma na Asa Norte gostou da novidade. Ele contou que ainda não tem um tablet, mas já escolheu o modelo para começar o ano letivo conectado nos estudos.

Sobre a iniciativa do colégio em usar a tecnologia em substituição aos livros didáticos, ele foi bem direto.” É interessante porque vai diminuir o peso da mochila que eu carrego. São cinco livros e mais a gramática, que pesa bastante”, disse.

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