Curso capacita mulheres para se expressarem em público

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Com o objetivo de empoderar as mulheres e ensinar técnicas de expressão em público, o Ministério Público estadual em parceria com o ‘Grupo Ginga Mulheres do Subúrbio’ promovem um curso sobre ‘Aprendizado em comunicação e expressão em público’, na sede do Grupo de Defesa da Mulher e da População LGBT do MP (Gedem), em Nazaré. O treinamento, que começou hoje, dia 22, com a presença de cerca de 20 pessoas entre lideranças comunitárias, estudantes e profissionais, visa qualificar a expressão corporal e dialógica no processo da comunicação. Segundo a promotora de Justiça Lívia Vaz, coordenadora do Gedem e do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhis), ‘esse curso é muito importante, pois saber se comunicar e se posicionar em seu ‘lugar de fala’ significa também se empoderar”. O curso será realizado até o dia 12 de setembro e visa qualificar os participantes no processo de participação política nos círculos de debate social, por meio do compartilhamento e aprendizado coletivos.

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A formação será ministrada pelo jornalista Wellington Oliveira e pelas assistentes sociais Liane Monteiro e Claudia Correia. Na abertura de hoje os participantes apresentaram suas principais dificuldades para se expressarem em público e foram provocados a pensarem os seus ‘lugares’ nos debates. “O que nos move são as crenças que temos sobre nós mesmos. O nosso discurso fala muito sobre a gente, por isso é tão importante acreditarmos e gostarmos do que estamos falando”, destacou Liane Monteiro. Também serão discutidos temas como a importância de se vencer a timidez, gírias e vícios de linguagem, técnicas para falar de improviso, respiração, dicção e impostação da voz, além de técnicas para planejar apresentações. De acordo com a coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH), promotora de Justiça Márcia Teixeira, o MP pretende abrir outras turmas dessa formação com o intuito de contribuir com o empoderamento das mulheres líderes de movimentos sociais e feministas. “Esse curso representa um dos caminhos para o fortalecimento do ‘lugar’ das mulheres negras no mundo, inclusive nos espaços públicos”, afirmou.

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