Defesa Civil de Tubarão confirma morte de criança por causa da chuva

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A coordenadora da Defesa Civil de Tubarão, Elna Fátima Pires, confirmou a morte de uma criança na tarde deste domingo em decorrência das chuvas e vendavais que atingiram o Sul catarinense. Segundo a coordenadora, a criança, com idade entre 7 e 8 anos, estava em um carro atingido por duas árvores no bairro São João.

Bombeiros retiraram o corpo da criança, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), segundo Elna. O pai da criança – que seria uma menina, segundo a coordenadora – foi hospitalizado em estado de choque. Também há informações de pelo menos três pessoas desaparecidas na cidade, mas a coordenadora não soube precisar os locais.

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Coordenadores regionais e o secretário de Estado, Rodrigo Moratelli foram deslocados para a região. “O município está totalmente arrasado. 90% das casas vulneráveis foram destelhadas”, afirmou a coordenadora. Segundo ela, todos os bairros de Tubarão foram atingidos.

Segundo ela, não é possível afirmar quantas pessoas estão fora de suas casas, mas todas estão indo para casa de familiares, por enquanto. Lonas estão sendo distribuídas. “Há uma força-tarefa para uma resposta imediata”, disse a coordenadora.

O cinegrafista da RBS TV Gabriel Felipe estava retornando de carro com o irmão para Tubarão quando foi surpreendido pelo temporal (veja vídeo acima). Eles precisaram parar o carro sob a Ponte de Laguna. “Tivemos que parar ali porque parecia que o vento ia virar o carro”, contou. Na mesma ponte, um caminhão tombou durante a tempestade.

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Falta de luz
Os temporais que atingiram parte de Santa Catarina entre a tarde e a noite deste domingo (16)deixavam mais de 140 mil unidades consumidoras sem energia elétrica por volta das 21h30, de acordo com a assessoria de comunicação das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Pouco antes das 22h30, o número era de 65 mil unidades, segundo a Defesa Civil. Os números são atualizados no site da Celesc.

Ondas arrastaram carros
Também há relatos de estragos em cidades como Imbituba, Criciúma e Araranguá. Em Balneário Rincão, pouco antes das 17h, uma grande onda se formou e atingiu carros e pessoas que estavam na praia da Barra do Torneiro, de acordo com os bombeiros de Içara.

Segundo o sargento Cláudio Marcos, ninguém se feriu e as pessoas foram retiradas do mar antes da chegada dos bombeiros. Dois veículos, um Corolla e um Accord, ficaram submersos e foram retirados da água com auxílio de cordas.

Na barra do Rio Araranguá, em Morro dos Conventos, uma onda também arrastou carros e alagou um restaurante, segundo informações da RBS TV.

⁠⁠⁠⁠⁠’Tsunami meteorológico’
A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de o fenômeno ter sido um “tsunami meteorológico. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, esse tipo de formação de onda já foi registrado em Florianópolis em 2009. Segundo Puchalski, isso ocorre quando uma quantidade de nuvens carregadas avança rapidamente.

“Ao avançar pode entrar em ressonância com uma onda longa do mar avançando pela praia, com caraterísticas de um tsunami real”.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, “o rápido deslocamento de uma forte linha de instabilidade, que é uma linha de baixa pressão, pode provocar essa onda no mar”. No entanto, o órgão ainda não confirmou se o que ocorreu foi realmente um tsunami meteorológico.

Outras regiões
Ainda segundo a Defesa Civil, a instabilidade se deslocava para áreas da Serra, Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Litoral Norte e deveria provocar rajadas de vento, chuva intensa e raios ao longo da noite.

O secretário de estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, falou sobre os estragos. “O cenário é bem complicado, estamos sem energia elétrica. Tubarão é a cidade mais afetada. A situação com aquela onda que atingiu a região costeira, não é tão danosa como foi em Tubarão”, afirmou.

A Defesa Civil de Santa Catarina fez um alerta para que “nenhum cidadão comum suba em telhados e acesse áreas consideradas inseguras. Diante do cenário de reabilitação e recuperação é imprescindível que todos os afetados ou não, se mantenham em locais seguros e não ter contato com ambientes deteriorados pela passagem da área de instabilidade que atingiu o Sul de Santa Catarina”.

Segundo o órgão, é preciso “esperar equipes técnicas façam esse trabalho de detalhamento dos danos registrados. Equipes dos bombeiros, polícias, defesa civis locais e regionais do Estado e serviços essenciais estão atendendo todas as demandas e logo estarão em contato com os pontos atingidos”.

Falta de energia
Às 21h30, estavam completamente às escuras os municípios de Imbituba, Laguna, Garopaba e Braço do Norte, informou a empresa. Essa região, segundo a Celesc, é alimentada por uma linha de transmissão da Eletrosul, que vai de Tubarão a Palhoça, na Grande Florianópolis. Ainda não se sabia, até a noite de domingo, a extensão do dano nessas regiões.

No auge da tempestade foram sete subestações fora de serviço, segundo a Celesc: duas na região de Tubarão,  uma em Orleans, duas em Braço do Norte, além de Imbituba, Garopaba e Laguna. Também houve problemas na rede básica do sistema, com a ONS, em uma linha de transmissão, segundo a assessoria.

Todas as equipes de empreiteiras e sobreaviso foram acionadas para trabalhar até o sistema ser restabelecido, informou a Celesc. Equipes de trabalho se deslocavam de outras regiões para Tubarão, num total de 20 grupos de trabalho, informou a Celesc

Nesse horário 140 mil unidades consumidoras estavam sem energia elétrica de Criciuma a Garopaba. Só nas cidades da região de tubarão eram 90 mil unidades sem luz. Dos 14 alimentadores de Tubarão, 10 estavam sem energia.

Às 21h, a Celesc informava que mais de 17 mil unidades estavam sem energia na Grande Florianópolis: 8.957 em Palhoça, 3.311 em Florianópolis (especialmente no Norte da ilha) e 4.481 em Alfredo Wagner.

Todas as equipes de empreiteiras e sobreaviso foram acionadas para trabalhar até o sistema ser restabelecido, informou a Celesc. Há equipes de trabalho se deslocando de outras regiões para Tubarão, num total de 20 grupos de trabalho, informou a Celesc

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