Em isolamento, Geddel se recusa a comer

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima tem se recusado a comer parte das quatro refeições diárias e insiste em ter acesso à cantina de um dos pavilhões para se alimentar, segundo relatório da Juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Geddel cumpre pena desde o ano passado, no presídio da Papuda, em Brasília, após investigação sobre fraudes na Caixa Econômica Federal.

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A informação foi publicada na coluna da jornalista Andréia Sadi, no portal de notícias G1. A colunista afirma que, segundo a juíza, além de se recusar a receber todas as refeições diárias ele também tem se recusado a sair para o banho de sol.

“Informa (a direção do presídio), ainda, que mesmo em isolamento disciplinar, Geddel vem se comportando de forma indisciplinada e vem se recusando ao recebimento de parte das quatro refeições diárias ordinariamente disponibilizadas a todas as pessoas em privação de liberdade naquela unidade prisional, insistindo em ter acesso à cantina do Bloco 5. Além disso, ele se recusa a sair diariamente para o banho de sol”, afirma o despacho.

Geddel já cumpriu o isolamento disciplinar por dez dias a partir do dia 27 de junho deste ano pela prática de desacato. Agora irá cumprir mais um isolamento devido ao seu mau comportamento. Além disso, o ex-ministro já foi alvo de suspeitas de uso de remédios não prescritos dentro do presídio, o que ainda está sob apuração. No fim de junho, uma supervisora da Vara de Execuções cobrou, de ordem da juíza Leila Cury, o presídio sobre as medidas tomadas.

A respeito do isolamento de Geddel, Leila Cury citou um relatório psiquiátrico, do fim de junho, que aponta o ex-ministro “um pouco irritado e impulsivo, o que é compatível com o período de mudança da medicação antidepressiva”.

A juíza destacou que Geddel teve acesso suspenso à cantina, à televisão e visitas, tendo sido mantido banho de sol diário de 3 horas, mas que ele se recusa sem “razão plausível”. Ela citou que Geddel estava cumprindo o isolamento em cela com mais de seis metros quadrados, tamanho mínimo recomendado, e com estrutura mínima.

Segundo ela, embora tenha se recusado a todas as refeições, ele aceita o café e a ceia, que correspondem “a dois pães, sendo um deles recheado, um achocolatado e um suco, não havendo, por ora, indícios de riscos à sua saúde”. A decisão autoriza, no entanto que, caso necessário, Geddel deixe a penitenciária para obter atendimento médico externo, mas que, quando oferecido, ele também se recusou “e ainda ameaçou fazer escândalo caso o retirassem de lá”.

“Considerando a responsabilidade do Estado pelo resguardo da integridade física das pessoas em privação de liberdade, fica autorizado desde já, em caso de urgência que não possa ser atendida pela equipe de saúde do estabelecimento prisional, o encaminhamento do custodiado para a rede externa de saúde, caso necessário”, afirma o despacho.

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