Estação Espacial Chinesa pode cair no Brasil este mês

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Se você não conhece a Tiangong-1, ela foi lançada em 2011 como o primeiro laboratório espacial da China, um protótipo para o que o país esperava seria eventualmente uma estação espacial permanente. Por cerca de cinco anos, fez exatamente isso, orbitando a Terra e atuando como base para três missões.

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Em setembro de 2016, no entanto, autoridades chinesas anunciaram que perderam o controle da estação, o que significa que Tiangong-1 acabaria por voltar à Terra.

Em primeiro lugar, os cientistas chineses disseram que a “reentrada descontrolada” ocorreria em algum momento na segunda metade de 2017. Essa janela no tempo foi posteriormente modificada para algum dia entre outubro de 2017 e abril de 2018. Em janeiro, a Aerospace Corp., sem fins lucrativos, com sede na Califórnia, previu que a Tiangong-1 faria sua reentrada em meados agora em março.

Esta semana, a Agência Espacial Europeia (ESA) deu um período de tempo mais específico – entre 29 de março e 9 de abril – e reduziu os locais de reentrada para “em qualquer lugar entre a Espanha, França, Portugal e Grécia. No entanto, o Brasil não está fora da lista dos lugares onde ela possa cair, apesar das chances baixas.

A estação espacial pesa cerca de 8.600 quilos e é feita de material denso, aumentando assim a probabilidade de que alguns pedaços substanciais da embarcação possam chegar a superfície ainda intactos. Normalmente, para essas grandes estações, os operadores usam propulsores para controlar a reentrada para garantir que ocorra sobre a água. No entanto, como os chineses perderam o controle, ela está agora em queda livre.

Apesar das estimativas, “provavelmente não saberemos mais do que seis ou sete horas antes da queda, mais ou menos, quando ela vai descer. Não saber quando vai descer traduz como não saber para onde vai cair”, disse Jonathan McDowell, um astrofísico da Universidade de Harvard.

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