‘Estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve’, diz líder dos caminhoneiros

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Em meio à notícia de que a Petrobras decidiu aumentar o valor do diesel, cresceu entre o governo o temor de uma nova paralisação dos caminhoneiros. Para Wallace Ladim, o presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil (BrasCoop), essa não foi uma supresa. Ele ressalta que o pedido de Jair Bolsonaro para que fosse suspensa a elevação, no entanto, não tranquiliza a categoria.

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“Estamos sufocados e vem essa questão de aumento de diesel e gera esse transtorno. Continuamos apoiando o presidente porque ele está em prol da categoria, mas, se em algum momento formos prejudicados e se for necessário uma paralisação, eu serei o primeiro a chamar”, destaca, em entrevista ao El País.

Greve ainda pode acontecer

Ladim explica que se reuniu com o governo. Na ocasião, aproveitou para levar as principais reclamações dos caminhoneiros, em relação à falta de cumprimento da tabela do frete e também do preço do combustível. Ele não descarta uma nova movimentação dos profissionais.

“Há um mês, estive em uma reunião direta com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, onde fomos falar sobre o preço do diesel e também do piso mínimo do frete que não está sendo fiscalizado. Do jeito que estava subindo o combustível todo dia, estávamos igual ou até pior que na época anterior à greve. A situação não foi resolvida, mas eles sinalizaram que estavam tentando resolver o problema. Nós nunca tivemos um diálogo desse em nenhum outro governo, essa porta aberta”, indica.

Para ele, o governo tem ciência do descontentamento e dos riscos de novas greves.

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