Evento discute gestão das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

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Na próxima semana começa a 25ª edição do Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos e o XI Congresso Internacional das Misericórdias, que vai abordar a necessidade de trazer inovações na gestão, evidenciando os pontos comuns nos sistemas de saúde brasileiro e internacional, em especial o de Portugal. O evento acontece no Hotel Pestana, em Salvador, e tem o objetivo de apontar a fragilidade do financiamento das Santas Casas e a necessidade de fortalecer a gestão, mesmo com um cenário econômico instável com o atual.

Fazendo um recorte regional, os números deixam clara a importância do setor filantrópico de saúde para o SUS na Bahia: segundo a FESFBA, Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia, há 64 entidades com 88 hospitais, totalizando 8.219 leitos, sendo 6.298 leitos/SUS. Somando-se os leitos do setor filantrópico (25%) com os dos hospitais sem fins lucrativos (3%) o setor totaliza 28% dos leitos existentes na Bahia. Além da forte participação nas internações SUS, com um total de 258,3 mil, representando 31,1 % do total, os filantrópicos também têm forte presença na assistência ambulatorial, com 12 milhões de atendimentos.

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O setor filantrópico de saúde realiza para o SUS 95,6% das cirurgias oncológicas; 83,15% do tratamento em oncologia; 78,52% das cirurgias do aparelho da visão; 45 % das cirurgias do aparelho circulatório; 44% das cirurgias das vias aéreas superiores, face, cabeça e pescoço; 26% dos partos.

Apesar de toda a importância das Santas Casas e Filantrópicos para a saúde do país, elas estão em crise. Hoje, a dívida acumulada das mais de 2000 entidades existentes no Brasil chegou a R$21,5 bilhões de reais. Esta é uma perspectiva bastante preocupante, ainda mais se pensarmos que essas entidades são responsáveis pelo atendimento de metade dos pacientes da saúde pública no país e concentram em sua estrutura quase metade dos leitos públicos, cerca de 130 mil. Portanto, há uma necessidade de ações governamentais urgentes para auxiliar as instituições do setor, que sofrem com a crise e precisam de um repasse substancial e correção urgente na tabela SUS.

Se compararmos as realidades entre Brasil e Portugal, um dos países que estará presente no evento, temos diferenças gritantes – e alarmantes. Segundo a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), que realiza o monitoramento do sistema de saúde das Santas Casas e responde por ele junto do governo, em negociação com o Estado português, foi definido um modelo de financiamento em valores justos (idênticos aos do setor público), que asseguram a qualidade na prestação de serviços e o acesso de todos os portugueses. Esse financiamento tem como base os resultados do ano econômico, assim, se a gestão for rigorosa e equilibrada, não terão déficit de exploração.

Cenário da TI

Os repasses são muito esperados e dão esperança ao setor. No entanto, é preciso avançar mais para que os recursos sejam bem utilizados, ainda mais no cenário de crise em que vivemos.

Para ajudar a equilibrar as contas das Santas Casas e Filantrópicos, há um conjunto de outras ações bastante relacionadas a uma gestão adequada de processos e recursos que é primordial para que as misericórdias possam realizar uma gestão sustentável e organizada com as informações que possuem, sempre focando na sua demanda com ferramentas de gestão integradas e confiáveis para tomada de decisão. É o caso dos softwares de gestão hospitalar, que são essenciais para gerir o setor financeiro do hospital estrategicamente. Isso porque alguns dos principais problemas relacionados à gestão dos custos na saúde e como eles podem ser sanados, é justamente utilizando adequadamente o software de gestão hospitalar.

Uso da Tecnologia – Brasil X Portugal

Segundo a UMP, das 150 Misericórdias que têm atividade na área de saúde no país, 100% delas é informatizada, possui departamento de TI e sistemas de gestão hospitalar implantados. Um cenário bem diferente do que hoje vemos no Brasil. Na última Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) no Brasil, divulgada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), a média de uso de computadores nos últimos 12 meses superou os 92% das instituições. A parcela que têm acesso à internet é de 85% e a proporção dos estabelecimentos de saúde que possuem departamento ou área de TI é de 25%.

No Nordeste, a proporção de estabelecimentos que utilizaram a internet nos últimos 12 meses é de 70 a 74%. Em comparação com o Sudeste, esse número é de 87.7 a 92%. Já quando comparamos a proporção dos que possuem departamento ou área de TI, o Nordeste toma frente com 34%, enquanto Sudeste aparece com 20%. No que diz respeito às instituições que possuem prontuário eletrônico, as diferenças são menos gritantes: o NE aparece com 56% e SE com 68%.

Portanto, ficou claro que hoje, os hospitais têm computadores e internet. A grande questão é que o uso da tecnologia ainda está restrito a rotinas operacionais básicas, e não está vinculado às melhorias em gestão e otimização dos atendimentos em saúde que ela pode proporcionar. Sabemos que se as santas casas não têm as necessidades básicas supridas, a gestão, algo tão relevante para melhoria dos processos e atendimento, ficará em segundo plano. Nesse sentido, algumas empresas de tecnologia já dispõem de soluções de B.I. e análise de dados totalmente integrada ao seu sistema de gestão hospitalar, que permitem a realização de análises amplas da instituição, e serve como um guia para as decisões do administrador hospitalar. Com os indicadores obtidos é possível identificar os riscos que podem comprometer a gestão e, com isso, criar soluções para corrigí-los rapidamente. Com a solução, o usuário pode explorar, analisar, cruzar e visualizar dados com agilidade e, em seguida, definir quais ações irá tomar. Assim, ultrapassamos a barreira da aquisição de dados que sistemas costumam possibilitar para então nos aproximarmos de um cenário mais semelhante ao de Portugal, com a interpretação e cruzamento dessas informações a fim de minimizar erros e realizar tomadas de decisões mais seguras. Com melhoria clínica e operacional, o atendimento torna-se mais eficiente e aqueles municípios que dependem de uma santa casa podem oferecer à população um serviço de saúde cada vez melhor.

Lançamento

Wareline apresenta soluções de gestão de custos e processos no Congresso Internacional das Misericórdias

Ferramenta que funciona como guia para identificar riscos da instituição e propor soluções é destaque

Entre os dias 23 e 25 de setembro acontece em Salvador a 25ª edição do Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos e o XI Congresso Internacional das Misericórdias. Nesta, que é sua 15ª participação no evento, a Wareline, empresa especializada no desenvolvimento de softwares de gestão hospitalar, apresentará novas soluções do sistema que representam otimização de processos e melhorias na gestão dos recursos, imprescindíveis para as instituições do setor.

Como mais de 60% dos clientes no setor filantrópico de saúde, a empresa tem expertise no segmento e levará soluções customizadas para o segmento, que ajudarão as entidades a aumentar a receita e diminuir a dependência dos repasses e, ao mesmo tempo, diagnosticarem a qualidade do atendimento oferecido.

Soluções apresentadas

A novidade deste ano é o Conecte/w Indicadores, Conecte/W Indicadores, uma solução de B.I. e análise de dados totalmente integrada ao seu sistema de gestão hospitalar, que permite a realização de análises amplas da instituição, e serve como um guia para as decisões do administrador hospitalar. Com os indicadores obtidos é possível identificar os riscos que podem comprometer a gestão e, com isso, criar soluções para corrigí-los rapidamente. “O mapeamento leva em consideração os diversos setores da organização, como o administrativo, o financeiro, o faturamento, entre outros. Com a solução, o usuário pode explorar, analisar, cruzar e visualizar dados com agilidade e, em seguida, definir quais ações irá tomar”, explica Raphael Castro, gerente Comercial da Wareline.

Segundo Castro, o grande diferencial da solução é que ela tem um custo de implementação 40% mais baixo do que costuma ser praticado no mercado. “Sabemos que o investimento em soluções em B.I. são mais significativos, em especial por conta do valor do profissional técnico que realiza a implantação. Por isso, focamos em uma ferramenta que fosse acessível para diferentes realidades de hospitais, ou seja, independente do tamanho da entidade, ela poderá contar com todos os benefícios que esses indicadores proporcionarão para as instituições. No caso das Santas Casas e Filantrópicos, que enfrentam problemas por conta da dívida, fará ainda mais diferença”, garante. O gerente atribui o menor custo da implementação perante outras ferramentas de B.I. existentes, pois a Wareline aplicou sua expertise, adquirida ao longo dos anos com seus clientes, no desenvolvimento de indicadores que reflitam as necessidades dos gestores, tendo o setor filantrópico uma grande contribuição sobre isso. Com isso, diminui-se acentuadamente a necessidade de analistas que encarecem e tornam esse tipo de produto pouco acessível a instituições de pequeno e médio porte. “Mais de 60% dos nossos clientes são do setor filantrópico de saúde, por isso temos expertise no segmento e levaremos soluções customizadas, que ajudarão as entidades a aumentar a receita e diminuir a dependência dos repasses e, ao mesmo tempo, diagnosticarem a qualidade do atendimento oferecido”, conta Castro.

Além do Conecte/W Indicadores, também terão destaque novas soluções do sistema que representam otimização de processos e melhorias na gestão dos recursos, imprescindíveis para as instituições do setor.

Novo Módulo de Lavanderia: é possível controlar todo processo de coleta, lavagem e distribuição de rouparia, criar kits para saída mais ágil de itens e controle de peças individualizadas. Além disso, ele contribui com informações importantes para a gestão de custos da unidade de saúde;

Módulo Estoque Web: traz como inovação a possibilidade apresentar relatórios gráficos de comparativo de consumo e preço de produtos por período;

Conecte/w Captação de Recursos: é uma ferramenta geradora de novas receitas para as entidades filantrópicas que hoje sofrem com a defasagem da tabela SUS, e precisam melhorar seus fluxos de caixa para continuarem investindo no atendimento gratuito e humanizado nas instituições.

A Wareline vai apresentar seus produtos e serviços no estande nº 30.

Sobre o evento

Com o tema central “Imagem, Gestão e Sustentabilidade: os elos entre o passado e o futuro das Misericórdias”, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e a Confederação Internacional das Misericórdias (CIM) que organizam o evento, pretendem levar para discussão a necessidade de trazer inovações na gestão, evidenciando os pontos comuns nos sistemas de saúde brasileiro e internacional, em especial o de Portugal. O objetivo é apontar a fragilidade do financiamento das Santas Casas e a necessidade de fortalecer a gestão, mesmo com um cenário econômico instável com o atual.

“O Brasil tem passado por uma profunda crise, que tem feito com que os hospitais filantrópicos reduzam investimentos, o que impacta diretamente na qualidade e capacidade de atendimento por eles prestado. O congresso é de extrema importância porque deve destacar a necessidade de trazer inovações na gestão das Santas Casas de Misericórdias, por isso elas devem aproveitar o evento para apresentar números que indiquem sua importância e reivindiquem um cenário futuro que garanta a sua sustentabilidade”, comenta o gerente. Ele reforça que há mais de 15 anos a Wareline marca presença neste evento por conta da sua importância para a área da saúde, na medida em que aborda dois aspectos essenciais para os gestores de instituições do setor: as reais necessidades dos hospitais e como as intervenções governamentais são determinantes para que melhorias aconteçam.

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