Instituto Ronaldinho Gaucho está sob investigação

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A Câmara Municipal e a Prefeitura de Porto Alegre investigam supostas irregularidades em convênios firmados entre o município e o Instituto Ronaldinho Gaúcho, ligado ao jogador do Flamengo. Falta o apoio de mais um vereador para que a oposição ao prefeito José Fortunati (PDT) abra CPI sobre o caso.
A prefeitura já constatou problemas na prestação de contas e pediu a devolução de R$ 354 mil referentes a uma das parcerias com o instituto. Outros R$ 500 mil podem ter de ser restituídos. A parceria entre o instituto e o município em ações sociais, como atividades esportivas e reforço escolar, durou de 2007 a 2010. Para um dos projetos, o município destinou R$ 2,9 milhões. Para outro, a prefeitura intermediou o repasse de R$ 2,3 milhões do Ministério da Justiça.

Os vereadores suspeitam que tenha havido superfaturamento. Anteontem, reunião da Comissão de Educação da Câmara abordou o assunto e ouviu representantes do instituto e da prefeitura. O vereador Mauro Pinheiro (PT), que organiza o pedido de CPI, diz que há irregularidades, como o repasse de verbas a um outro instituto e gastos de R$ 330 mil com publicidade e assessoria de imprensa. Fala ainda na suspeita de uso de notas frias. Se a CPI for instaurada, o vereador não descarta ouvir Ronaldinho: “Ele é o patrono [do instituto]. Se houver necessidade, por que não?”. Segundo a prefeitura, a parceria foi encerrada porque a ONG pedia um aumento de 163% no valor do convênio.

O advogado do instituto, Sérgio Felício Queiroz, nega superfaturamento. E afirma que a ONG pode estar sendo vítima de briga política na Câmara. Segundo ele, não há pedido formal para a devolução de recursos. “Se a gente em alguma coisa se equivocou, será reparado.” Ele também afirmou que a prestação de contas da parceria está com o Ministério da Justiça.

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