Justiça afasta presidente da Federação de Skate por suspeita de exploração sexual

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O presidente da Federação de Skate do Paraná (FSP) foi afastado liminarmente de suas funções a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O órgão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos de Curitiba, apresentou denúncia criminal contra ele pela prática do crime de exploração sexual. Segundo a denúncia divulgada desta terça-feira (4), foram identificadas três vítimas (adolescentes de 15 a 17 anos), mas não está descartada a possibilidade de outros casos.

Segundo o MP-PR, a Promotoria apurou que o acusado atraía os jovens com a promessa de benefícios materiais, como peças de skate. No momento da retirada dos equipamentos, condicionava a entrega das peças à realização de atos sexuais. Os crimes teriam sido praticados na sede da Federação, à época dos fatos no bairro Tarumã, em Curitiba.

Além de afastado cautelarmente de suas atividades na FSP, conforme a liminar, o acusado deve “abster-se de exercer qualquer função ou atividade ligada à Federação, estando, ainda, proibido de adentrar as sedes da referida agremiação e instituições filiadas, campeonatos esportivos, estabelecimentos recreativos ou quaisquer eventos voltados ao público infanto-juvenil”.

Também foi cumprido nesta semana mandado de busca e apreensão na sede da Federação, sendo apreendidos equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia.

Defesa

Advogado do presidente da FSP, Igor Salmen informou que o cumprimento da decisão foi imediato, mas a defesa acredita que ela foi “arbitrária e temerária”, que será revertida no Tribunal de Justiça do Paraná. “Há um lapso temporal muito grande. Os fatos teriam ocorrido em 2013 e não há qualquer prova concreta em relação ao presidente. São provas superficiais, pautas em depoimentos”, disse.

Salmen também disse acreditar em um critério político. “São denúncias que foram realizadas em um cenário que a federação estava em eleições. As circunstâncias que sequer foram analisadas e são temerárias. Não podemos trabalhar dessa forma e devemos repudiar isso”, concluiu.

O presidente da FSP afirma ser inocente de todas as acusações.

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