Líder de movimento grevista na Bahia é preso em Salvador

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O líder dos Policiais Militares que estavam em greve desde o dia 31 de janeiro foi preso na manhã desta quinta-feira, em Salvador, na Bahia. Marcos Prisco, que tinha contra ele um mandado de prisão, foi capturado após a decisão dos grevistas em terminar a ocupação da Assembleia Legislativa.

Segundo o coronel Márcio Cunha do Exército, em entrevista publicada pela Globo News, Prisco teria sido capturado por homens da Polícia do Exército e da Polícia Federal. O grevista teria exigido sair pelos fundos da Assembleia, ao lado de outro líder que também tinha um mandando de prisão decretado. Prisco foi encaminhado ao batalhão da Polícia do Exército em Salvador.

O movimento teria enfraquecido após a divulgação de gravações telefônicas que revelaram a participação do líder em ações de vandalismo. Em trechos divulgados no Jornal Nacional desta quarta-feira, Marco Prisco aparece em ordenando a um homem que bloqueie uma rodovia federal. “Eu vou queimar viatura… Eu vou queimar duas carretas agora na Rio-Bahia que não vai dar tempo…”, afirmou o interlocutor, ao que Prisco responde: “Fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.” Prisco nega ter participado de atos de violência.

De acordo com o advogado dos manifestantes, Rogério Andrade, Prisco decidiu se entregar por conta da “inflexibilidade do governo para negociar” e com o objetivo de evitar um conflito armado. Andrade explica que a rendição inviabiliza a continuidade da greve. “Na teoria o movimento acabou, porque o comando é retirado do movimento, que está fragilizado”, explica.

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