Loja de doces seleciona candidatos após receber mais de 3 mil currículos

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Dez das centenas de candidatos que enfrentaram uma fila gigantesca em busca de emprego começaram a trabalhar em uma distribuidora de doces na zona norte de Sorocaba (SP). Foram recolhidos mais de 1.400 currículos entre engenheiros, enfermeiros e advogados durante o processo seletivo realizado em maio para vagas de repositor e operador de caixa.

A dona da loja, Cristina Zuntini Santos, de 49 anos, ficou espantada com o grau de escolaridade dos candidatos. Um deles tinha como registro mais recente na carteira profissional um salário de R$ 5 mil, segundo ela. “Fiquei ainda mais emocionada do que quando comecei a receber esses currículos. Vários profissionais tinham pós-graduação e bastante gente da área da saúde concorreu. Fiquei muito chocada”, afirma.

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A divulgação das vagas foi feita pelas redes sociais e a fila de candidatos se formou duas horas antes da seleção começar. As 1,4 mil pessoas são as que procuraram fisicamente a loja, mas ao todo mais de 3 mil currículos foram recebidos. “A gente escolheu quem tinha mais experiência na área, mais proximidade e também quem era mais comunicativo”, lembra o empresário Felipe Zuntini.

Depois da entrega dos currículos, 200 candidatos foram selecionados e 25 se sobressaíram. O grupo ainda passou por uma dinâmica e depois foram selecionados os 10 “sortudos”.

Presente de aniversário
Entre os selecionados, Alisson Renato dos Santos Campos conta que pressentia que seria um dos escolhidos. Ele trabalhou muito tempo em um restaurante japonês e depois decidiu se aventurar em um negócio próprio, no entanto, faltou dinheiro, planejamento e o comércio fechou em apenas 10 meses.

Com o aumento das contas a pagar, o atual estoquista e repositor conta que recebeu a boa notícia em um dia especial: no aniversário dele. “Foi uma felicidade total porque foi bem no dia que completei 28 anos, no dia 23 de maio”, conta.

Vanessa Correa Muniz tem quatro filhos e precisou sair do último emprego porque o caçula estava muito doente, mas quando viu que acumulava dívidas, se desesperou e agarrou a chance. “Quando eu olhei a fila, achei que não fosse conseguir, mas estava desesperada e fiquei confiante pelos meus filhos. Quis dar um abraço na Cristina quando entrei na loja”, lembra a atual operadora de caixa.

Na época da fila gigante, Cristina fez um apelo que comoveu muita gente e disse que se um empresário abrisse pelo menos uma vaga, algo já mudaria. “Até hoje eu recebo ligação de gente emocionada e clientes me abraçam quando entram na loja”, finaliza.

 

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