Mulher de 48 anos morre após fazer escova progressiva

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Uma mulher de 48 anos morreu após fazer uma escova progressiva para alisar os cabelos em Pindamonhangaba (SP). De acordo com a prefeitura, responsável pelo pronto-socorro, a causa da morte foi “insuficiência respiratória aguda, bronquite aguda e asma – todos decorrentes de uma intoxicação exógena de produto químico no cabelo e em contato com a pele”.

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Márcia Gomes Alves Fernandes deu entrada no pronto-socorro de Pindamonhangaba na noite da última quarta-feira (14) após fazer o procedimento com uso de formol para alisar os cabelos, mas não resistiu aos sintomas e morreu na tarde de quinta (15).

Segundo o filho da vítima, Daniel Barbosa, a mãe era vaidosa e não costumava fazer escova progressiva para alisar os cabelos. A mulher tinha problemas respiratórios, como asma e bronquite.

“Ela comentou que queria alisar o cabelo para ficar bonita, era muito vaidosa. Ela fez o procedimento durante o dia e eu não sei onde ela fez. Me assustei quando o hospital me ligou pedindo para buscar meu irmão mais novo porque minha mãe estava entubada. Foi de repente, não esperavámos que ela fosse passar mal com isso”, lamentou.

A família não sabe onde e como a mulher fez o procedimento e não fez boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Além do Daniel, de 24 anos, Márcia deixou outros dois filhos, de 15 e nove anos. O corpo da mulher foi enterrado na última sexta-feira.

ORIENTAÇÃO
A dermatologista Luciana Obeid alerta que, quem deseja alisar os cabelos, deve optar somente por procedimentos seguros e que usem produtos registrados e autorizados pela Anvisa. Ainda assim, ela recomenda obter mais informações sobre os componentes do produto para evitar possíveis reações.

“As pessoas não devem colocar a saúde em risco em nome de fios mais lisos. Para melhor orientação, o ideal é consultar seu médico e conversar sobre o que é melhor para sua saúde e a dos seus cabelos”, afirmou.

Ela alerta ainda que o uso de formol como alisante de cabelos, uma das práticas adotadas irregularmente, é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, pois pode causar diversos problemas à saúde, como alergias, irritações e ferimentos no couro cabeludo, entre outros.

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