“Não foi por falta de aviso”, avalia secretário sobre violência em presídios

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A violência em presídios do Brasil deixou cerca de 100 pessoas mortas nos primeiros dias do ano. Só em Manaus foram duas rebeliões. Roraima e Paraíba também foram alvo de detentos rebelados. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, opinou sobre a crise em penitenciárias do país. Segundo ele, “não foi por falta de aviso”.

“A gente vem falando – todos nós profissionais da área de segurança – secretários já vinham anunciando que a segurança pública no país precisa de fato ser uma prioridade. O que aconteceu em Manaus e Roraima é apenas a ponta de um iceberg de tudo aquilo que a gente vem enfrentando há décadas. A questão do crime organizado, do narcotráfico em especial, é uma coisa que já vem comendo todo o tecido estatal ao longo desses anos, exigindo mecanismos mais robustos e integrados de combate à essa realidade que está aí”, avaliou.

Segundo Barbosa, as medidas anunciadas pelo Ministério da Justiça são medidas que tentam, “pela primeira vez”, fazer uma organização com relação aos outros poderes. No entanto, o financiamento da pasta foi criticado por não receber apoio federal.

“Roraima, que é um dos menores estados do Brasil, hoje passa por um momento igual a esse, você imagine os grandes estados como Rio, São Paulo, a própria Bahia e Minas Gerais, que já enfrentam essa problemática de alguns anos? Agora o combate aqui é muito intenso à essas quadrilhas isso não quer dizer que nenhum estado esteja livre disso. Acredito que a gente tenha que evoluir para uma melhor articulação e tocar em assuntos relativos ao financiamento da Segurança Pública, coisa que até agora a gente não viu nesse pacote de medidas. Não adianta traçar estratégias táticas e operacionais sem prover os órgãos de uma estrutura adequada para isso, 100% da Segurança Pública hoje é financiada pelos estados, praticamente, e nós já estamos sobrecarregados. Os presídios estão lotados, a polícia nunca prendeu tanto como prendeu nos últimos anos, o interessante é dar um pontapé, uma agenda interessante para o país”.

As afirmações foram feitas na tarde desta segunda-feira (9), durante a inauguração do Hospital da Mulher (HM), localizado no Largo de Roma, na Cidade Baixa.

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