No sul da Bahia, empresa investe para melhorar qualidade do cacau

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A história do chocolate começou com os Maias e os Astecas, civilizações que povoaram a América Central séculos Antes de Cristo.

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Com as amêndoas do cacau, que em grego significa ‘alimento dos deuses’, esses povos preparavam uma bebida usada em rituais e comemorações em épocas de colheita. Era o Thocolath. O cacau era tão importante para eles, que as amêndoas eram usadas como moedas. Com uma semente era possível comprar um coelho, ou 100 sementes, um escravo.

A Bahia entra nessa história tem 1746. O francês Luis Frederic Warneaux plantou os primeiros pés de cacau, às margens do Rio Pardo, em Canavieiras, na região sul do estado. De lá para cá a Bahia se fortaleceu como um estado produtor, chegou a ser uma região com as maiores produções do mundo, mas na década de 1990, a vassoura de bruxa dizimou fazendas de cacau e abalou a economia local.

Hoje o sul da Bahia investe em pesquisas para recuperar lavouras e assim tornar as amêndoas de melhor qualidade. Os estudos são feitos na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Cecplac) onde também funciona uma fábrica de chocolate.

A Ceplac é um Centro de Desenvolvimento e Capacitação Tecnológica. Produtores de associações e cooperativas se qualificam para atender a um mercado consumidor. As amêndoas se transformam em chocolate fino que chega a ter 80% de cacau. Cerca de 200 quilos são produzidos por mês. A amêndoa produzida na região é premiada tendo sida eleita de melhor qualidade em 2010 em um festival em Paris, capital da França.

“É um local em que você tem oportunidade de fazer negócio, de mostrar o produto do país, encontrar quem compra as amêndoas e quem busca as amêndoas com qualidade”, explica a gerente da fábrica, Neyde Pereira.

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