Nove operários morrem em queda de elevador

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Nove operários morreram após o elevador do Edificio Comercial II, que está em construção, cair do 22° andar. O acidente aconteceu por volta das 7h desta terça-feira (9), em Salvador, e de acordo com testemunhas o cabo que sustentava o elevador se rompeu.

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O número de mortos foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros e por peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Antônio Reis do Carmo, Antônio Elias da Silva, Antônio Luis Alves dos Reis, Hélio Sampaio, José Roque dos Santos, Jairo de Almeida Correia, Lourival Ferreira, Martinho Fernandes dos Santos e Manuel Bispo Pereira foram as vítimas da tragédia.

O prédio tem 22 andares e fica próximo ao Hiper Posto, na região do Iguatemi e é de responsabilidade da Construtora Segura, a mesma que construiu o edifício vizinho, Empresarial Thomé de Souza.  O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Salvar estiveram no local atendendo cerca de oito operários que passaram mal ao presenciarem o acidente.
O advogado da Construtora, Fernando Magalhães, informou que a empresa enviou psicólogos e assistentes sociais para prestar todo o apoio às famílias das vítimas. “Iremos dar toda a assistência possível. Não iremos fugir de nossas responsabilidade”, disse o advogado. O proprietário da Construtora Segura e diretor do sindicato patronal da construção civíl, Manoel Segura, não quis comentar o assunto.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom-BA), José Ribeiro, afirmou que a categoria lamenta e está abalada com o acidente. “Ainda não dá para saber quantos operários estavam no elevador, vamos aguardar as informações da Polícia Técnica”, disse.

Segundo o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB/Bahia ), Adilson Araújo, eles já tinham recebido denúncias das condições de trabalho da Construtora Segura. “Essa foi uma tragédia anunciada.

Seguno Manoel de Jesus que trabalha há 30 anos como pedreiro e conhecia todas as vítimas, ele nunca viu um acidente tão violento. “O que estamos vendo hoje é algo que não temos como descrever. Nunca vi nove pessoas mortas em um mesmo lugar. Nunca mais vou subir em um elevador  de obra”, disse emocionado. Viaturas do Samu, Salvar, Polícia Militar, Bombeiros, Departamento de Polícia Técnica (DPT), trabalhadores, curiosos e a imprensa estão acompanhando todo o trabalho de remoção dos corpos.

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