PMs grevistas começam a deixar o prédio da Assembleia em Salvador
Policiais militares grevistas começaram a deixar o prédio da Assembleia Legislativa, em Salvador, pouco depois das 6h desta quinta-feira (9), quando a ocupação do local completava dez dias.
A saída foi anunciada ainda na madrugada pelo advogado Rogério Andrade, que representa a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra). Na noite de quarta-feira (8), o Jornal Nacional divulgou conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia que mostram acertos para realização de ações de vandalismo em Salvador. O líder da Aspra, Marco Prisco, foi flagrado nas conversas, tem mandado de prisão expedido e deve se entregar nesta manhã.
A saída dos manifestantes que estavam na assembleia ocorria de forma organizada no começo da manhã. Primeiro, um grupo de mulheres deixou o prédio. As forças de segurança colocaram ônibus à disposição do grupo. A maioria deixou a região usando os próprios carros e motos. Os veículos são revistados pela Polícia Federal
A greve dos PMs na Bahia começou no dia 31 de janeiro e o governo do estado precisou solicitar auxílio da Força Nacional de Segurança, com homens do Exército Brasileiro, para fazer o patrulhamento nas ruas e cercar o prédio da Assembleia, que foi tomado pelos grevistas.
Durante toda a madrugada desta quinta-feira foi tensa a movimentação no Centro Administrativo da Bahia (CAB), local onde funciona a Assembelia. Ainda antes do amanhecer, cinco homens deixaram a sede do órgão estadual e foram liberados porque não havia mandados de prisão contra eles. Eles passam por uma revista e tiveram a saída permitida. A liberação deles foi mais um indício de que a entrega total dos grevistas estava próxima. Os soldados do Exército se mantiveram estrategicamente posicionados para atuar em caso de necessidade.











