Policial está entre presos em ação contra roubo de cargas que movimentou cerca de R$ 4 milhões

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Um policial civil está entre os 19 presos presos da operação “Desvio de rota”, de combate de roubo de cargas que movimentou cerca de R$ 4 milhões. A ação, entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ministério Público da Bahia foi realizada nesta terça-feira (6). Uma pessoa foi conduzida coercitivamente.

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Entre os suspeitos presos, um mineiro e um paulista foram encontrados na região de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, transportando carga roubada. Os outros 17 são baianos e foram presos em Salvador, Lauro de Freitas, Aratuípe e Feira de Santana. O policial civil que foi preso facilitava a ação dos bandidos, segundo informou o MP. Não há detalhes sobre os procedimentos institucionais que serão tomados contra o policial.

Além das prisões, a polícia também apreendeu R$ 500 mil quinhentos mil, produtos e veículos em casas, galpões e mercadinhos envolvidos no esquema. Outros integrantes da quadrilha, ainda estão sendo procurados.

Durante uma coletiva de imprensa na sede do MP-BA, na tarde desta terça-feira, promotores envolvidos na ação informaram que o grupo agia desde 2015. “Tinham as pessoas responsáveis por cooptar os funcionários das empresas, para fornecer informações sobre as cargas que estavam saindo, responsáveis por executar o roubo, as pessoas responsáveis por trazer essa mercadoria até os galpões, por negociar essas cargas com os receptadores, além daqueles que facilitavam fornecendo as informações [aos criminosos]”, explicou a promotora Lolita Lessa.

A operação foi o desfecho de um trabalho que começou há dois anos, com investigações da Polícia Rodoviária Federal.

Desvio de rota

A operação foi montada a partir de investigações oriundas de ocorrências de roubo de cargas registradas desde 2015 nas BRs 324, 242, 116, 101 e região metropolitana de Salvador.

A polícia informou que fez um levantamento de inteligência que resultou em um relatório, que foi posteriormente remetido ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) foram iniciadas em setembro do ano passado.

Segundo a polícia e o MP, entre os itens roubados pelas quadrilhas estão cerveja, material de limpeza, papel A4, alimentos, medicamentos, entre outras mercadorias de fácil negociação.

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