Profecia bíblica, chip que seria “a marca da besta” tem diferentes interpretações religiosas

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Um assunto que desperta a curiosidade de muitos, independentemente de religiões, a profecia bíblica da “marca da besta”, escrita em Apocalipse 13:16-18, trás um amplo debate por causa das associações que estão sendo feitas com assuntos atuais, como a implantação de um “bio-chip” em pessoas, por parte de governantes. Essa realidade já acontece em países europeus e deve chegar ao Brasil – o primeiro homem brasileiro a fazer a implantação foi um mineiro, no ano passado.

Com o chip, é possível desbloquear computadores, tablets, celulares e outros equipamentos eletrônicos ao mesmo tempo. Além disso, ele propõe que as pessoas fiquem livres de cartões de banco, ônibus, metrô, e sejam localizadas com praticidade em situações perigosas, como um sequestro.

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A passagem bíblica fala que na vinda do anticristo, ele vai colocar um sinal em cada pessoa e que onde elas estejam poderão ser monitoradas. Um padre, chamado Aníbal Pereira, começou no século passado a escrever sobre a profecia, relacionando esse chip ao CPF, através da escatologia – ramo da teologia, que estuda as profecias.

Como as maiores denominações evangélicas interpretam o assunto?

O pastor evangélico Ivan Jorge explica de que forma as coisas estão sendo associadas e relacionadas. “No apocalipse, a Bíblia fala que o anticristo seria um governo terrestre, que ele colocaria nas pessoas um sinal e que este sinal, as pessoas só poderiam vender ou comprar alguma coisa, quem o tivesse. E as pessoas estão relacionando esse sinal, ao contexto social atual”, afirma ao Varela Notícias.

“Há uma possibilidade de ser. Mas a bíblia, ela não fecha essa questão. Ela diz assim ‘quem quiser saber o sinal da besta, entenda que é o número 666’. As pessoas ficam procurando uma relação desse número com o anticristo, que não é um sinal visível. A ideia do 666, existe porque na época da bíblia os números eram relacionados a alguma coisa. Por exemplo: o número 7 era um número relacionado a Deus, porque é um número que fala sobre a trindade – pai, filho e espírito santo e, aos quatro cantos da terra. Um número completo”.

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“O anticristo é alguém que tentará se passar por Deus e vai colocar uma marca nessas pessoas, porque ele só terá domínio com isso e os filhos de Deus serão perseguidos porque não aceitarão colocar esse número neles. Esse chip, essa identificação. E, por conta disso, haverá uma grande perseguição aos que não quiserem colocar esse número. A leitura que se tem na ala pentecostal é que esse símbolo, é uma possibilidade identificada como já sendo o anti cristo”.

O pastor alerta para uma suposta tendência mundial. “Entre os assuntos que levam a essa tendência, é que o mercado comum europeu, já usa isso, por exemplo: você compra um aparelho quebrado na Suíça, e se quiser trocar na França, você troca apenas com o número do seu CPF. Há indícios disso, mas a bília ela não é incisiva”.

De certa forma, algumas denominações evangélicas, acreditam que as pessoas que não seguem os princípios de Deus, e optam com seu livre arbítrio serem pecadores, terão esse chip implantado e serão comandados pela besta. São os filhos do capeta, e esse chip não é retirado. Essas pessoas serão escravizadas pelo anticristo.

E as denominações espíritas? Como interpretam?

O palestrante da doutrina espírita, Fernando Santos, explica que o espiritismo interpreta a passagem como algo que é canalizado vida pós vida: “Existe uma interpretação no texto bíblico, que descreve a presença de um ser maligno, descrito como o diabo ou demônio. O que o espiritismo compreende é que na realidade, somos todos espíritos. De uma maneira que enquanto encarnados, pessoas que se direcionam para o mal, desencarnados continuamos sendo pessoas, então somos espíritos direcionados para o mal.”

“No mundo material nós construímos habitações, instrumentos, na extensão do mundo espiritual também existem construções, que são feitas através de plasmas, que constroem então estas estruturas [chip]. Essa habilidade de construção de objetos ela existe tanto na dimensão espiritual, quanto na física”, continua.

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Questionado sobre como ocorrem essas construções, Fernando explica: “Espíritos que estão direcionados para o mal, eles podem construir equipamentos, que eles tenha controle sobre o outro. Esses equipamentos, tem formas das mais variadas possíveis: capacetes, implantes… Nessa ideia do implante conectado ao indivíduo, que possa causar malefícios ou algum tipo de controle, pode ser o chip, que outras visões religiosas acreditam ser a marca da besta. Isso não existe para gente”.

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O palestrante faz uma comparação entre mundos, espiritual e material, e explica que estes chips implantados por espíritos malignos, são reversíveis e podem ser retirados.  “Da mesma maneira que no mundo físico temos equipes de socorro, médicos, que tratam de doenças, no mundo espiritual temos também. Equipes de espíritas que buscam auxiliar, inclusive com conhecimento de técnicas que podem desconectar esses  chips e propiciar o retorno a sua forma humana e continuar sua vida normal”.

“Deus como um pai maior, está muito mais além do que isso. Ele não iria colocar nenhum ser humano, mantido num contexto irreversível. O contexto que dali não houvesse outra possibilidade. Não existe indivíduo predestinado para o mal, existe indivíduo que está ignorante. No momento que ele despertar essa situação muda”.

Chip Alienígena:

O assunto é vasto, e até mesmo entre ufólogos e especialistas em extraterrestres o chip é debatido. Neste caso, o tal chip com poder de controle sob o indivíduo é instalado por alienígenas, através de um processo de abdução temporária, em que a pessoa não se recorda. No entanto, os ETs ficariam controlando a vida da pessoa, e até usando-a em experiências.

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