Repressão mata mais de 100 civis na Síria neste domingo, dizem ativistas

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Pelo menos 95 pessoas foram mortas em um ataque do Exército da Síria em Hama, cidade da região central  do país, de acordo com um novo balanço do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que cita fontes médicas.

“As forças do Exército e da segurança que invadiram esta manhã Hama abriram fogo contra civis, matando 95 e causando dezenas de feridos”, disse Rami Abdel Rahmane, presidente da OSDH, em entrevista por telefone.

As forças oficiais tentam há várias semanas controlar a cidade rebelde, situada a 210 km ao norte da capital, Damasco, onde ocorrem várias manifestações contra o regime do presidente Bashar al Assad.

Além disso, seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas pelos tiros das forças de segurança em Deir Ezzor, no leste do país. A cidade está, ocupada pelo Exército desde a véspera, segundo Rahmane.

Em Harak, região sul de Dereaa, três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

A agência oficial SANA refuta a versão dos ativistas e afirma que atiradores tomam os telhados da cidade de Hama e estão “atirando intensamente para aterrorizar cidadãos”. O Exército estaria tentando entrar na cidade, segundo a versão oficial.

Grupos locais de direitos humanos acusam o governo de reprimir violentamente os protestos pró-democracia, mas o governo afirma que as manifestações são manipuladas por grupos que querem desestabilizar o país.

Desde o início da rebelião, e os confrontos deixaram mais de 1.900 mortos, incluindo mais de 1.500 civis, segundo um balanço do OSDH.

Mais de 12 mil pessoas foram presas, segundo o grupo.

‘Nonsense’
Um funcionário da Embaixada dos EUA na Síria disse que as autoridades sírias lançaram uma guerra contra seu próprio povo, ao atacar manifestantes.

“É desesperador”, disse J. J. Harder, adido de imprensa. “As autoridades pensam que de algum modo podem ganhar uma sobreviva lançando uma operação armada total contra seus próprios cidadãos.”

Sobre a versão oficial de que o Exército tenta “limpar” Hama de grupos armados, Harvey disse que se trata de “nonsense”.

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