SBT resgata slogan da ditadura militar e recebe críticas

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O SBT pôs no ar na terça-feira (6) uma série de vinhetinhas alusivas à ditadura militar. Foi um susto para o público. Eram filmetes de alguns segundos — mas longos o suficiente para horrorizar uma multidão de espectadores. O público via aparecer na tela imagens de paisagens famosas, do prédio do MASP às Cataratas do Iguaçu, ao som do Hino Nacional, de “Eu te amo, meu Brasil” e de “Pra frente, Brasil”. A assombração ficou ainda mais completa no fecho da peça publicitária, em que surgiam os dizeres “Brasil, ame-o ou deixe-o”, slogan nacionalista máximo da triste época do governo do general Médici (de 1969 a 1974).

O choque causado pelo afago nostálgico num período tão sangrento da História do país ultrapassou fronteiras. Entre os que reagiram instantaneamente no Twitter estava, por exemplo, Christoph Harig, professor da Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Ele dizia, irritado, que, em alemão, tais vinhetas seriam classificadas como pronunciamentos “chapa branca” (“Hofberichterstattung”). Aliás, o SBT retirou do ar os filmetes, mas eles continuam disponíveis num link no perfil dele (@c_harig) para quem quiser constatar que o repúdio geral manifestado nas redes sociais se justificou amplamente.

O nome de Silvio Santos também foi parar nos trending topics, igualmente carregado por comentários negativos, como o de @dallamentos, que escreveu: “Eu não acredito que o Silvio Santos está destruindo todo amor que eu sentia por ele”. Pois é.

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