Soteropolitanos desabafam sobre medo de assalto na capital baiana

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Todos os dias, no início da noite, a região do Iguatemi, em Salvador, fica bastante movimentada. São muitos carros, motos, pedestres. É nesta hora que muita gente segura bem a bolsa e fica atento. O motivo: medo de ser assaltado.

“A gente está sempre se policiando, vigiando o tempo todo, olhando para os lados”, diz o técnico de informática Gilberto de Oliveira.

É por causa do medo que muita gente está mudando a rotina na capital baiana. “A gente tem que ficar preso em casa, não podemos mais sair com a família à vontade”, opina o motorista Elson Santana.

No horário de movimento na região do Iguatemi, o psicólogo Bruno Queiroz toma algumas precauções. Ele usa a mochila que carrega na frente do corpo. “É muito difícil você poder andar tranquilamente em Salvador, eu fico com muito medo… Geralmente eu passo rápido e olhando para todos os lados. Salvador está muito complicada hoje em dia. Já fui assaltado algumas vezes, inclusive no cruzamento do Iguatemi duas vezes. Levaram a carteira. Não ando com mais nada no bolso, coloco tudo na mochila e na frente para proteger dos ladrões”, relata.

A maioria das pessoas no trânsito anda de vidro fechado para se proteger dos assaltos. “Vidro fechado sempre, por segurança. Por causa de assalto, sequestro relâmpago, tudo”, conta o administrador Alexandro Carvalho.

Quem já foi assaltado, muitas vezes, fica com uma sensação de insegurança ainda maior depois da ação. Há um mês a instrumentadora cirúrgica Márcia Pires foi vítima de uma “saidinha bancária” em uma agência, no bairro da Graça. Depois disso ela diz que vive com medo.

“Eu acho que se alguém estiver atrás de mim vai me assaltar. Desde quando eu fui sacar o dinheiro, meu salário, e o assaltante me pegou na agência, levou o meu salário todo, que vivo em pânico, tenho medo de sair na rua, de estar sozinha e um bandido me atacar”, relata.

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