Conheça Lucas Índio, jogador da seleção de Itaberaba no intermunicipal

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Começa neste final de semana o torneio Intermunicipal. A competição leva o sonho de muitos meninos baianos. Em jogo, muito mais que vitórias da bola, mas vitórias da vida.

Um sonho é quase unanimidade: o de se tornar jogador de futebol profissional e, assim, dar melhores condições para a família. Com Lucas Mateus, conhecido como Lucas Índio, não é diferente.

Nascido em Senhor do Bonfim e criado em Jaguarari, Lucas Índio mantém vivo o sonho de ser jogador de futebol. O Intermunicipal é a chance dele dar mais um passo para tornar real um sonho que não nasceu hoje, e já teve inúmeras barreiras pela frente.

“Comecei na escolinha do professor Natan. A estrutura era complicada, uma bola, um campo, com traves sem redes, e a gente correndo atrás da bola. Depois do treino, todo mundo ia para casa, não tinha uma água para matarmos a sede e nem uma fruta”, lembra.

Apesar de todas as dificuldades, os treinos na escolinha do professor Natan eram o ponto alto do dia de Mateus. Lá, começou a crescer o sonho.

“Quando eu chegava em casa, já ficava na esperança do treino do próximo dia. Assim fui alimentando meu sonho, longe da cidade grande, onde tinha muitos campos de grama, times grandes, onde alguém poderia me ver jogar”.

O sonho, então, foi amadurecendo, sendo lapidado pela habilidade de Lucas com a perna esquerda. Após realizar diversos testes, recebeu a oportunidade de jogar no Vitória. Mas o mundo do futebol, muitas vezes injusto, fez o filho de Jaguarari voltar para casa.

“Eu pedi para ir embora. Eles não queriam, mas eu chorava para ir para casa. Lá em Salvador, os companheiros de time tinham empresários, que pediam para eles não tocarem a bola para mim, para eu não me destacar mais que eles. Eu não entendia aquilo”, lamenta.

Mateus voltou para Jaguarari, mas o sonho não morreu. Agora, com 23 anos, vê o Intermunicipal como uma chance de recomeço.

“Minha ambição é alcançar outros níveis. Um passo de cada vez. Espero que alguém possa ver meu trabalho e abrir outras portas dentro do futebol brasileiro ou em qualquer lugar. É isso que mantém meu sonho vivo”.

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