Itaberaba ganhará um moderno frigorífico-abatedouro com capacidade para 30 animais

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O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou ontem (11) o aviso de licitação número 047-2011 – concorrência pública número 022-2012, a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) – Sucab, para a construção de abatedouros-frigoríficos – com capacidade para 30 animais diários – em diversos municípios baianos.

A licitação será feita abrangendo três lotes. O primeiro lote atenderá as cidades de Medeiros Neto, Itanhém, e Iguaí. O segundo lote será para os municípios de Araci, Valente, e ITABERABA. Já o terceiro lote contemplará Barra, Santa Rita, e Paramirim.

Essa decisão é um antigo compromisso para com Itaberaba, seus marchantes e feirantes, após o fechamento do matadouro municipal. A implantação do abatedouro-frigorífico em Itaberaba, que garantirá carne inspecionada e de qualidade, é mais uma conquista do prefeito João Filho (PP) em parceria com o deputado federal João Leão.

“Ao trazermos um equipamento moderno como este, que ofertará uma carne de qualidade, inspecionada, garantindo a saúde da população, damos mais uma prova da seriedade de nossas propostas e ações àqueles que não acreditavam na nossa gestão”, argumenta o prefeito João Filho.

Segundo Miliza Lenita Lopes, responsável pelo Núcleo de Projetos e Convênios da Prefeitura de Itaberaba, o município já realizou diversas ações como contrapartida ao investimento do Estado. Entre elas, a doação – em nome da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) – do terreno para a implantação do frigorífico-abatedouro.

Também já foi realizado o levantamento topográfico da área, elaborado o projeto básico, e feita a contratação para realizar o Teste de Absorção – Sondagem do Solo, com a apresentação do laudo técnico. Outra ação realizada foi a solicitação de Carta de Viabilidade junto às concessionárias Embasa e Coelba. Segundo Miliza Lopes, a próxima etapa será a realização das obras de terraplanagem do terreno onde será instalado o equipamento.

Programa de Entrepostos Frigoríficos

Dar sustentabilidade à cadeia da carne, combater o abate clandestino e assegurar a segurança alimentar à população com a oferta de carne sadia. Esses são os principais objetivos do Programa de Entrepostos Frigoríficos, que a Secretaria da Agricultura/Agência Estadual de Defesa Agropecuária, (Adab), lançaram no dia 3 de outubro de 2011, no auditório da Seagri, no Centro Administrativo da Bahia-Cab.

“Este é um programa estruturante que estamos lançando de forma pioneira no Brasil, dando seqüencia ao projeto de descentralização do abate na Bahia”, disse, na ocasião, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. Esta ação do governo do Estado atende em especial a agricultura familiar, responsável por 50% da pecuária do Estado, que tem hoje cerca de 10,7 milhões de cabeças.

Salles explicou que os entrepostos frigoríficos são estruturas modulares, com capacidade para 30, 50 e 100 carcaças, que serão instaladas junto aos centros comerciais dos municípios, onde funcionam boxes para comercialização de carnes. As carcaças saem dos frigoríficos e vão para os entrepostos, dotados de equipamentos em inox, onde os marchantes e açougueiros farão a desossa, separando os tipos de carne de acordo com os hábitos e costumes de cada região. Ainda nessa estrutura, pequena câmara frigorífica acoplada será utilizada para os miúdos, preservando a cultura das fateiras.

Depois de trabalhada no entreposto, a carne é levada para os balcões frigoríficos instalados nos boxes dos centros comerciais, equipados com serrafita e balança, formando um módulo que dá a concepção final à cadeia da carne. Isso garante a segurança alimentar a toda a população, que não correrá o risco de sofrer com doenças que podem causar a morte, principalmente de crianças.

Custo e financiamento – O secretário Eduardo Salles explicou que as plantas dos entrepostos tem capacidade diferenciada, para 30, 50 e 100 carcaças, considerando a necessidade de abastecimento de cada município. Os custos de implantação variam de R$ 285 mil para a menor – que é o caso de Itaberaba -, a R$ 320 mil para a de médio porte, e de R$ 538 mil para a de maior capacidade.

1 COMENTÁRIO

  1. Gostaria de saber se o que esta sendo proposto é um matadouro frigorifico ou um entreposto de carnes?…,existem muitas diferenças……, a população sabe? foi consultada?……., foi feito um trabalho de educação junto aos “atores”, envolvidos?……….esse presente pode ser um elefante branco……, quem vai pagar os custos ( fiscalização,agua,energia,trabalhadores etc..)?….. e os dejetos vão ser direcionados prá onde?, e o matadouro de Rui Barbosa?,….e a carne vai continuar exposta á temperatura ambiente na feira?…….. ???????

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