O respeitado Jornal A Tarde divulgou em 18 de outubro de 2000 uma história incrível, uma jovem desempregada do interior da bahia que receberia de herança uma fortuna de US$ 1 milhão que seria deixada por um padrinho. Esta historia volta a se repetir nos dias de hoje e com a mesma personagem.
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A Tarde, José Bomfim – 18-10-2000
A desempregada Jucélia Lima da Silva, 24 anos, está a ponto de ver sua vida transformar-se em um conto de fadas. As dificuldades da gata borralheira vão ceder espaço para o cotidiano de empresária com cartões de crédito internacionais, cheque especial e as mordomias dispensadas aos milionários. A mágica virá sob a forma de uma herança superior a US$ 1 milhão deixada por um padrinho, principal acionista de uma empresa multinacional. Aturdida, Jucélia teme “olho grande” e a violência, por isso pediu que não fosse fotografada. Sua atual realidade é triste.
“Nasci em Itaberaba, interior da Bahia, vim para Salvador há cinco anos. Só concluí o 1º grau de ensino, consegui trabalho como empregada doméstica, mas estou desempregada há um ano. No período eleitoral fiz uns bicos”, diz Jucélia. De um relacionamento que ela pensou ser para toda a vida, só lhe restou o filho Rafael, 8 anos. “Do pai dele não tenho notícias”, frisa. E um detalhe que ela considera importante: “Sou boa de bola, jogo na posição de atacante no Clube Comerciários”. Em um pequeno apartamento em um bairro popular, ela mora com seu filho, a tia, uma irmã e uma prima, que também tem um filho com nome de anjo, Ariel, 8 anos. Só a tia e a prima Naíra Gouveia, 29 anos, estão com trabalhos fixos. Orçamento apertado, qualidade de vida sofrível. Mas tudo poderá mudar. Na próxima segunda-feira, chegam as passagens para ela e Naíra irem para Madri, na Espanha. Lá, assinarão documentos que vão abrir-lhes a porta de entrada do mundo dos ricos. Jucélia conta que a origem da riqueza está no testamento feito pelo seu padrinho, um certo Wilson, que ela não sabe bem o sobrenome. Esse cidadão, segundo ela, nascido em Boa Vista do Tupim (Bahia), foi para Madri com 3 anos. Lá, fundou a Wilson Exportation – dos enlatados Tio Wilson – e, numa de suas vindas à Bahia, a batizou. Há três anos, Wilson, então com 48 anos, veio a Salvador e marcou um encontro com a afilhada no posto eletrônico banco 24 horas no bairro da Graça. Assalto “Ao chegar lá, deparei com uma cena triste que até hoje me deixou traumatizada”, diz Jucélia, lembrando que o padrinho sofrera um assalto e fora assassinado com um tiro. Pouco tempo depois, diretores da empresa lhe mandaram uma carta informando que Jucélia (denominada Júlia Wilson nos documentos da empresa) tinha direito a uma fortuna deixada por Wilson em testamento feito em 1997. Quanto? Mais de um US$ 1 milhão. E não foi só: os espanhóis informaram a Jucélia que sua prima Naíra tem 1% das ações da empresa. Ambas têm planos de reabrir na Bahia a fábrica de enlatados, que funcionava em São Paulo. Querem gerar empregos e também ajudar os familiares. Não são poucos. “Meu pai tem 32 filhos, embora com minha mãe sejam só três. Vou mostrar a quem me negou ajuda que não guardo rancor”, afirma Jucélia. A mão na bolada mesmo, as duas só vão colocar depois de 24 de dezembro, data do 25º aniversário de Jucélia, como determina o testamento.
jUCELIA NÃO PRECISA DE DETETIVE ELA PRECISA MESMO É DE UM PISQUIATRA ESSA MULHER SO PODE SER LOUCA