Jucélia: Um conto de fadas ou de mentiras?

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É possível que a história digna de um conto de fadas em que envolve a Itaberabense Jucélia e um suposto empresário italiano enfermo, mas que resolveu não abreviar a vida por conta de sinceridade humana meio em extinção entre nos dias de hoje perca um pouco da característica cinematográfica. Pela narrativa tudo parece veraz, porém, a iminência de que o evento caia logo no mar do esquecimento é real. Dado a morosidade de concretização dos fatos, digno de um livro. Porém, não podemos desprezar os contornos utópicos e de sonho ainda não realizado. Esperemos que a coisa não alcance uma possível frustração. Pelo demorar da chegada da carruagem nada é de todo impossível de acontecer.

O Brasil tem esta cultura de aderir-se na mesma velocidade em que se afasta de histórias como a que ora tratamos. É assim com o desprezível mau exemplo do BBB da rede Globo ou com o simples fato de estudante ter ido ao Canadá e dito em campanha publicitária de forma despretensiosa e engraçada. Enfim, somos uma nação que se agarra e desagarra a tudo na mesma dinâmica.

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Quem melhor traduz o sentimento da dúvida, que merece credibilidade tão somente em atitudes de são Tomé. Aquele que só acreditava vendo. O pior ou quem sabe o melhor, é que mãe, muito dificilmente, engana-se no que sente o coração quando as ocorrências se tratam de filhos.

A mãe da candidata à rica ou a fazer a ONG da qual preside próspera, talvez sem querer se perfila às nossas desconfianças quando declara:

Maria Francisca, 68 anos e Jucélia Lima da Silva

Assim como a filha, ela não se mostra muito interessada no dinheiro e sim no sucesso da ONG de Jucélia. “Ajudando ela eu já tô feliz. Eu vivo bem, vivo na minha casinha e pra mim tá tudo bem”, garantiu. “Agora, Jucélia gosta de ajudar os outros. Quero que esse dinheiro chegue para ela fazer o que ela gosta que seja ajudar”.

Maria Francisca, genitora de Jucélia prefere não apostar alto que a fortuna venha parar na cidade “portal da Chapada Diamantina”, ainda mais nas mãos de sua filha, Jucélia. Assim reproduziu reportagem postada a partir do Itaberaba notícias.

Nelson Rodrigues dizia que o dinheiro compra até amor verdadeiro, mas, o mesmo dramaturgo considerava também que o problema do tapa, não é o tapa, mas o barulho.

Ainda Charles Chaplin considerava que, “Se tivesse acreditado na brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimava em dizer brincando. Declarava que falava como um palhaço, mas jamais duvidou da sinceridade da plateia que sorria”.

Neste ambiente, vale dizer que é preciso que haja ingredientes como fortuna, dinheiro, avião, uma conexão internacional, detetive, um mal, um bem, uma intenção, uma plateia. Expectadores a fazer barulho e dar estridência à tapa. Melhor em seus efeitos do que em suas causas. Como se permitido fosse bater e afrontar, mas, também fazer festa, desde que ninguém veja. Desde que cause barulho e polêmica. Para que a publicidade não seja parte de uma articulação. Ainda que esta não perceba. Lembrando que estas espécies de eventos podem ter todos os requisitos e ocorrências de verdadeiro e não ter qualquer veracidade. Passando de conto real para fictício.

Resta, contudo, a imprensa. Este nunca perdendo a missão de informar e de explorar a notícia em todos os seus aspectos. Desde que pense na vanguarda. De modo a antever o final de toda e qualquer abordagem. Noticiando por derradeiro se final infeliz ou feliz. Almejando que tudo termine bem, ainda que o que se delineia adote certos atalhos e finais inesperados. Por enquanto uma história inconclusa, em que todos aguardam melhor desfecho.

21 COMENTÁRIOS

  1. Após fiscalização nas contas da Câmara Municipal de Itaberaba foi encaminhado ao MP juntada de documentos protocolo 299/2007, provas de indícios de irregularidades com recursos públicos
    NOTA DE EMPENHO 606/2006, Jocelia Lima da Silva recebia recursos publico por oferecer serviços técnicos de maquina de datilografia, na fiscalização estranhou pelo motivo da mesma não ter a função técnica, caracterizando uma fraude.
    Informo que tenho os levantamentos e enviarei a policia.
    Renival Sampaio França – Renival Pinto

  2. Só para refletir: Minha mãe desconfiou dessa história logo no início,primeiro a historia de que ela teria ajudado o suposto empresário dentro do aviao; orá se lá já tem aeromoça é ela quem quando solicitada caso alguem si sinta mal vai ajudar.Por outro lado essas história de Ongs tem deixado muita gente milionária no Brasil, talvés está seja mais uma. O que me deixa triste é que pessoas como está vigaristas, oportunistas, golpistas não contribuem em nada para o bem de nossa sociedade, pelo contrário, destroi o amor, a solidariedade e tudo que é de bom para uma sociedade.Temos dúvida em ajudar o próximo quando nos deparamos com estás histórias, pensamos será mais um vigarista? É uma pena que o que seria um lindo conto de fadas se torna em lindo conto do demônio.

  3. Sei não… se entendi direito… então, deixem-me tentar organizar as idéias, uma mulher de nossa cidade fica milionária por duas vezes, uma vez no ano de dois mil e outra recentemente, pelo visto a herança do século passado não foi resgatada. Então, apesar de o debate ser sobre a vida alheia, passou-se a discutir estrutura linguística e literária, o fato em si, sendo um fake ou freak, (vixi, agora tem inté istranzerismi nu’mei d’u cumentairo, vai rola u maió peucucentio linguisto), ficou em segundo plano, bom para a vida alheia que ficou minimamente resguardada, o que garante rápido esquecimento popular, para que a moça curta os seus milhões ou a falta deles, em paz.

    Penso cá com meus botões, também alardeio por onde ando, que cada qual deve falar e escrever como pode, utilizando o melhor que puder as próprias capacidades linguísticas, explorando a língua no contexto das oportunidades formacionais, culturais ou mesmo da própria vontade de utilizar a língua como bem entender.

    O texto é bom, gostei, não contém exageros, sendo eloquente, pronto falei.

    No rodapé de uma velha agenda que guardo, há uma frase cujo autor não me lembro, nem vou pegá-la para descobrir em qual página está a tal citação, mesmo sabendo que para um bom acadêmico, seja primordial citar a fonte… Bem a frase diz assim: “Para quem não sabe, todo conhecedor é arrogante.” Arrogante é com h??

    Quanto a Jucélia, não sei… rica ou pobre, conseguiu alguma notoriedade, deve até estar fazendo umas comprinhas “por conta”, isso eu sei. Fake, freak or no sense?!?

  4. A TARDE On Line
    Essa estória foi contada no ano 2000. Veja no link abaixo e faça suas conclusões.

    Herança muda a vida de doméstica desempregada
    http://www.atarde.com.br/noticia.jsf?id=588433

    Herança muda a vida de doméstica desempregada
    José Bomfim A desempregada Jucélia Lima da Silva, 24 anos, está a ponto de ver sua vida transformar-se em um conto de fadas. As dificuldades da gata borralheira vão ceder espaço para o cotidiano de empresária com cartões de crédito internacionais, cheque especial e as mordomias dispensadas aos milionários. A mágica virá sob a forma de uma herança superior a US$ 1 milhão deixada por um padrinho, principal acionista de uma empresa multinacional. Aturdida, Jucélia teme “olho grande” e a violência, por isso pediu que não fosse fotografada. Sua atual realidade é triste. “Nasci em Itaberaba, interior da Bahia, vim para Salvador há cinco anos. Só concluí o 1º grau de ensino, consegui trabalho como empregada doméstica, mas estou desempregada há um ano. No período eleitoral fiz uns bicos”, diz Jucélia. De um relacionamento que ela pensou ser para toda a vida, só lhe restou o filho Rafael, 8 anos. “Do pai dele não tenho notícias”, frisa. E um detalhe que ela considera importante: “Sou boa de bola, jogo na posição de atacante no Clube Comerciários”. Em um pequeno apartamento em um bairro popular, ela mora com seu filho, a tia, uma irmã e uma prima, que também tem um filho com nome de anjo, Ariel, 8 anos. Só a tia e a prima Naíra Gouveia, 29 anos, estão com trabalhos fixos. Orçamento apertado, qualidade de vida sofrível. Mas tudo poderá mudar. Na próxima segunda-feira, chegam as passagens para ela e Naíra irem para Madri, na Espanha. Lá, assinarão documentos que vão abrir-lhes a porta de entrada do mundo dos ricos. Jucélia conta que a origem da riqueza está no testamento feito pelo seu padrinho, um certo Wilson, que ela não sabe bem o sobrenome. Esse cidadão, segundo ela, nascido em Boa Vista do Tupim (Bahia), foi para Madri com 3 anos. Lá, fundou a Wilson Exportation – dos enlatados Tio Wilson – e, numa de suas vindas à Bahia, a batizou. Há três anos, Wilson, então com 48 anos, veio a Salvador e marcou um encontro com a afilhada no posto eletrônico banco 24 horas no bairro da Graça. Assalto “Ao chegar lá, deparei com uma cena triste que até hoje me deixou traumatizada”, diz Jucélia, lembrando que o padrinho sofrera um assalto e fora assassinado com um tiro. Pouco tempo depois, diretores da empresa lhe mandaram uma carta informando que Jucélia (denominada Júlia Wilson nos documentos da empresa) tinha direito a uma fortuna deixada por Wilson em testamento feito em 1997. Quanto? Mais de um US$ 1 milhão. E não foi só: os espanhóis informaram a Jucélia que sua prima Naíra tem 1% das ações da empresa. Ambas têm planos de reabrir na Bahia a fábrica de enlatados, que funcionava em São Paulo. Querem gerar empregos e também ajudar os familiares. Não são poucos. “Meu pai tem 32 filhos, embora com minha mãe sejam só três. Vou mostrar a quem me negou ajuda que não guardo rancor”, afirma Jucélia. A mão na bolada mesmo, as duas só vão colocar depois de 24 de dezembro, data do 25º aniversário de Jucélia, como determina o testamento.

  5. Os debates literários representam riquezas inenarráveis. Portanto, merecemos sim, textos bem construídos e recheados de inteligência discursiva. Parabéns senhores Rogério Dove Lima e Arquibaldo Leitor Chulo de Cultura.

  6. Assassinaram o Português !!!
    Isto em um pequeno comentário imagina se e em um texto.

    :a gora dano se to a te
    :imtelectuais
    :a jente
    :coenstranjido
    :a poio

    -Realmente da até vergonha mesmo!.

    Agora entendo os professores. Pois não precisa, ser intelectual, para escrever um português sem essas anomalias literárias.

  7. um monte de ipocritas nada mais,faça oq tem de fazer jucelia pq apesar de tudo a sorte é sua e se tem alguem para ter um final feliz esse alguem é voçê te desejo mta mais mta sorte msm para que essa historia naum seja apenas um conto de fada,mais que seja uma linda historia real no sertao da bahia
    -olha vá emfrente acreditando que tudo vai dar certo,pq eu quero ver o final desa historia,naum um final triste mais com certeza um final feliz.certo que percebe-se que nao se trata de uma pessoa triste nem infeliz ao contrario,com toda luta que você pasa e mto feliz.parabéns linda te dou a maior força

  8. Será uma nova candidatura, será lenda ou realidade uma estoria ou historia, o que vem por ai???????

    -Mistério!!!!!!

    Somente o magico mascarado ( Mister “M” Val Valentino magico que desvenda mistérios ocultos) para descifrar este enigma !!
    Como já dizia Cide Moreira .

  9. Ixe !!!! só tem acadêmico, aumentou o nível aqui, estou gostando de ver;
    – É viva a Língua portuguesa !!

    Abaixo comentários errados, de escrita indecifráveis, não existem pessoas burras apenas de intelecto não lapidado.

  10. Umberto Eco, de o nome da rosa diz que, Nem todas as verdades são para todos os ouvidos. O mesmo pensador declara que um texto depois de feito e desgarrado de si não mais pertence ao autor.

    Ainda Voltaire dizia que, podia não concordar com nada que outro dissesse, mas, defenderia até a morte o direito de dizer.

    De um modo ou de outro, respeito o que o comentarista antecedente acaba de dizer. Porém, não devo concordar.
    De certa maneira, parece uma atitude preconceituosa nivelar os demais leitores, rasteiramente, insinuando que estes só devam ter contato com textos mal escrito e de gosto questionável.
    Ainda que a história se apresente como de ficção e que se escreveria com a letra inicial (E), de estória, possibilidade em que não está descartada, temos sempre que pensar o melhor para todo público de todas as mídias.
    Divirjo, portanto, com muito respeito. Nada pessoal leitor chulo de cultura, como assim se identificou.
    ”Vamo que vamo” e liberdade de expressão para todos.

    Rogério Lima.

  11. Desculpa a minha ignóbil inteligência por não entender tão poética notícia. Tanto escrevestes para tão simples história, o que farei eu para juntar tantas palavras estranhas ao meu vocábulo que mau consigo pronuncia-las em minha mente nesta leitura. Por perder tanto tempo para decifrar o seu dicionário deu-me preguiça de apreciar a história da tão solene Jucélia, ou por acabar não entendendo a mensagem que quisestes passar. Mas quem sabe isso deva-se por minha ínfima inteligência não é ó grandioso poeta jornalista escritor/redator/produtor/publicitário. Estudastes por tantos anos para enfim excrementar uma pequena notícia com tantas palavras pouco usadas no vocabulário do pobre brasileiro apenas para sentir-se grandioso perante o povo por saber escrever “melhor” que os demais da sociedade.

  12. Quer seja conto de fadas ou não, o fato já repercutiu nacionalmente, isso tá na boca do povo em todo o país, se era isso que a Jucélia queria? ótimo! conseguiu, agora ela terá duas opções: ou ir atrás do o Sr. Germano e dizer “ACHOU!!!”, ou dizer para todos que tudo não passou de um sonho que pareceu realidade, coisas da imaginação humana e de alguém que nunca deixou de sonhar, ou como pensava o poeta, em “não se esforçar para ser o NORMAL”. Tá rindo do que Jucélia? eu tenho cá minhas conclusões, mas se você quer assim, “…vá, faça o que tu queres pois é tudo da lei”. DA LEI? hmmmmmm

  13. Contos de fada e nada mais…Não acredito que se alguém que fosse premiada desse jeito estaria fazendo tanto marketing.
    Mas quem viver verá. E o Rogério como sempre com essa inteligencia sem igual.bRILHANTE só pra vairar.É um prazer e privilègio tê-lo em nosso programa.
    ALEX DE OLIVEIRA – DIRETOR EXECUTIVO DO CONEXÃO VERDADE
    diamantina fm

  14. O que vejo aqui, é um exemplo do observatorio da imprensa. Uma opção incomum no meio midiatico – Uma opção de pensar sobre a noticia – Desejo que este suposto doador e sua doação, seja tão real quanto a dirigente da ONG.

  15. ñ acredito muito nessa historia , e vejo tambem que essa moça ñ é tão pobrizinha assim como dizem .Acho q essa historia vai render muito . Vamos esperar pra ver ate onde vai chegar …

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