Voto – a única coisa que interessa
Por: Rogério Lima
A única coisa que interessa na vida de certos políticos é o voto. E olhe que não são poucos. Eles só enxergam em suas frontes a urna, a cabine e o eleitor. Este alvo reutilizável temporalmente. Estes, usados e abusados repetidamente no período específico de cada quatro anos. Para logo depois serem esquecidos e lançados para o escanteio.
Os senhores candidatos partidaristas nos engana, como se engabela uma menina em conquistas de promessas estapafúrdias e de impossível execução. Utiliza de uma infinidade de artifícios, objetivando tão somente eleger-se para imediatamente trair, trair e trair. Já houve quem dissesse que, “O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele”.
Na época eleitoral o candidato promete concurso público, mas, tão logo eleito contrata seus auxiliares de campanha e simpatizantes de seus cabos eleitorais pela via oficiosa do emprego controlável e manipulável. Ou seja, caso não cumpram com ordens muitas vezes tortuosas, o indivíduo trabalhador experimentam o olho da rua. O que não deixa de ser maneira aviltante e vexatória impostas ao servidor.
Traça a vida inteira um histórico em que utiliza o último recurso legítimo e inarredável da greve a todo o momento em que ver direitos violados, mas, após chegada ao palácio ou no gabinete por intermédio de seu voto autorizador e libertador, revoga e volta atrás, passando a exercer o mesmo caráter de escravizador e de violador do direito.
Vislumbrando unicamente o voto na urna, promete que o educador ou professor terá valorização condizente com sua nobre função, mas, passa a negar e desdizer tudo que fora pregado apenas para eleger-se carrasco e algoz de seus próprios escolhedores.
Nada interessa mais do que o pleito eleitoral e o voto do cidadão. Importância temporária e que se renova a cada quadriênio. Alias manter-se dilapidando o erário e enriquecendo ilegalmente, são coisas de importâncias concorrentes.
E por falar nisto, foi aprovada no senado por uma comissão de juristas, proposta para tipificar como delito penal, passível de processo e pena de prisão, entre outras, o enriquecimento ilícito praticado por servidores públicos e agentes políticos. Destaque para alguns tantos agentes políticos sem qualquer pudor. A regra vale para aquele que enriquece meteórica e ligeiramente, tendo alcançado cifras, inexplicavelmente, podendo-se constatar visivelmente pela forma de ostentação. Entra-se na vida pública com nenhum tostão ou com quase nada e, derrepentemente, começa-se a gastar bastante sabão para se lavar tanto dinheiro de diversos desvios viciantes.
Esperemos que não seja mais uma lei para ser burlada ou driblada por alguns dos legisladores originários que a ajudaram a criar. Ainda bem que neste caso, trata de comissão de juristas, de certo modo mais isenta. Mesmo porque nunca foi não é e nem será norma ou regra que resolverá problemas que se solucionam, mormente, com um punhado de vergonha na cara e de arrependimento.
Ricardo Boechat contou em congresso por ele proferido que o cidadão deveria possuir um cartão magnético em que lhe permitisse retirar o voto por ele dado, de modo a revogar a procuração conferida ao agente político em que venha a trair a interesse da população. Quando estes perfazerem um total de 50% de descontentes, assim ocasionariam na perca automática dos mandatos do agente traidor.
Vereadores, deputados e senadores que representam interesses de executivos a eles ligados, em detrimento do povo, necessitam mudar urgentemente de atitude, pois estas, não condizem com a democracia representativa e participativa, no mesmo lance de tempo. Sem falar no discurso e na coerência que perderão, caso comungue com interesses estranhos ao do povo. Falamos hipoteticamente e em tom de alerta, doa a quem doer. Não sabemos o que deve residir no mais íntimo recÃ?ndito de pessoas que veem o sofrimento do enfermo em emergência de hospital sem médico, sem aparelhamento, sem remédio e sem perspectiva. Sá sabe de verdade o que é isto, quando o acontecido dar-se com alguém que absorva tal humilhação. A educação é, igualmente, negada, pois os filhos dos senhorios estudam em escolas particul ares caras e pagas com dinheiro ajudado a ganhar por você sofredor.
Noutro dia, muito recentemente, e o que nos causa preocupação, ouvinte participante de imprensa local sugeriu que verificasse a condição da água da embasa, dado que a diretoria da instituição só consome água mineral. Não podemos afirmar nada. Mas, é bom fiscalizar. Cadê a comissão da câmara será que alguma já funciona¿. Ou os senhores edis, estão demasiadamente, ocupados pensando no voto e numa maneira de persuadir para que os desavisados renovem seus mandatos.
Finalmente, não se tem mais tempo para continuação de tristes e deprimentes relatos. Mas, o povo precisa verificar pessoalmente. Inclusive realizar contundentes cobranças contra quem foi outorgado poderes para fiscalizar.











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