Justiça Federal nega pedido de habeas corpus a José Carlos Bumlai

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta sexta-feira (27) o pedido de habeas corpus feito pela defesa do empresário José Carlos Bumlai. Ele foi preso em um hotel em Brasília na última terça-feira (24) durante a 21ª fase da operação Lava Jato. No mesmo dia, foi encaminhado à sede da Polícia Federal, em Curitiba.

O argumento da defesa de Bumlai no pedido do habeas é de que o pecuarista se colou à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e que não haveria risco de ele obstruir a coleta de provas.

Brazilian businessman and rancher Bumlai is escorted by federal police officers as he leaves the Institute of Forensic Science in Curitiba

Empréstimos quitados com propina
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), José Carlos Bumlai utilizou contratos firmados na Petrobras para quitar empréstimos junto ao Banco Schahin. O dinheiro destes financiamentos era destinado ao Partido dos Trabalhadores (PT), de acordo com o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Diogo Castor de Mattos.

O principal empréstimo em investigação nesta fase era de R$ 12 milhões e teve o valor elevado para R$ 21 milhões devido aos acréscimos. A dívida, de acordo com o Ministério Público Federal, foi perdoada, e a irregularidade foi mascarada com uma falsa quitação no valor inicial do empréstimo.

O pedido foi negado pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator dos recursos referentes à operação Lava Jato, que considerou que deveria ser mantida a decisão de primeiro grau que autorizou a prisão de Bumlai. “transparece a gravidade concreta dos crimes investigados e os efetivos riscos à investigação e à instrução penal, o que atrai a necessidade de decretação da prisão preventiva, seja para fazer cessar a atividade criminosa, seja para inibir a possibilidade de uso indevido pelo paciente de sua proximidade com figuras exponenciais da política nacional”, disse na decisão.

O magistrado considerou ainda que existem provas suficientes e indícios de autoria de crimes de corrupção envolvendo a contratação da empresa Schahin pela Petrobras para a operação do Navio Sonda 10.000.

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