Táxis passam a ser alvos de blitz da Polícia Militar

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A Polícia Militar vai abordar táxis nas blitze de trânsito da capital, a pedido dos taxistas. A decisão ocorreu, ontem, durante reunião entre o comandante de Operações Policiais Militares (COPPM), coronel Paulo Uzêda, e representantes da Associação de Taxistas Auxiliares de Salvador (Atas). A medida foi aprovada por outras associações de taxistas.

Normalmente, a PM não revista táxis — por entender que causaria constrangimento para os passageiros e atrapalharia as corridas dos taxistas. Mas, em uma carreata de protesto por segurança, anteontem, a categoria pediu maior rigidez nas revistas.


“Os assaltos são constantes. Por dia, de quatro a oito taxistas costumam ser assaltados”, disse o presidente da Atas, Jairo Conceição. “Não sabemos a quantidade de taxistas assaltados por dia para confirmar esse número. Quanto a esse dado, ou existe um exagero, ou existe uma subnotificação”, ponderou coronel Uzêda. Na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) não há um levantamento específico das ocorrências envolvendo taxistas.
A Polícia Militar vai abordar táxis nas blitze de trânsito da capital, a pedido dos taxistas. A decisão ocorreu, ontem, durante reunião entre o comandante de Operações Policiais Militares (COPPM), coronel Paulo Uzêda, e representantes da Associação de Taxistas Auxiliares de Salvador (Atas). A medida foi aprovada por outras associações de taxistas.

Normalmente, a PM não revista táxis — por entender que causaria constrangimento para os passageiros e atrapalharia as corridas dos taxistas. Mas, em uma carreata de protesto por segurança, anteontem, a categoria pediu maior rigidez nas revistas.

“Os assaltos são constantes. Por dia, de quatro a oito taxistas costumam ser assaltados”, disse o presidente da Atas, Jairo Conceição. “Não sabemos a quantidade de taxistas assaltados por dia para confirmar esse número. Quanto a esse dado, ou existe um exagero, ou existe uma subnotificação”, ponderou coronel Uzêda. Na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) não há um levantamento específico das ocorrências envolvendo taxistas.

“A violência é comum e a polícia precisa abordar os táxis e os passageiros”, defendeu o presidente da Cooperativa Associativa de Assistência dos Taxistas (Coastaxi), Gilberto Silva, 65. “Às vezes podemos estar transportando um ladrão ou um soldado do tráfico. Há um ano, fui refém de quatro homens durante três horas e meia. Eles estavam armados e me fizeram rodar pela cidade”, disse o taxista Carlos Costa, 40.

Apesar da medida tentar proteger os taxistas de possíveis crimes, alguns motoristas estão preocupados com a recepção das revistas por parte dos passageiros. “É positivo para taxista, mas pode ser inconveniente para o passageiro. Não sei como eles vão reagir se estiverem com pressa, e com o dinheiro contado. Vamos ver se vai dar certo”, disse Valdeílson Miguel, presidente Associação Metropolitana de Taxistas (AMT).

Para o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi), Luiz Santana, uma saída para evitar o desconforto para o cliente é oferecer um desconto proporcional ao tempo gasto com a blitz. O subcomandante do COPPM, tenente-coronel Francisco Luiz da Fonseca Issa, informou que a corporação estuda firmar um convênio com a prefeitura para ampliar a fiscalização dos taxistas clandestinos — outra solicitação da categoria.

“Será realizado um planejamento envolvendo os esquadrões Águia e Garra para traçar pontos estratégicos”, disse o subcomandante.

O secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota declarou que o apoio da PM é fundamental para ampliar o alcance da fiscalização, já que equipes da Coordenadoria de Táxi e Transportes Especiais costumam ser ameaçadas.

“É importante aumentar o cerco em regiões como rodoviária, aeroporto e ferry-boat, onde existem muitos irregulares”, afirmou Paulo da Cruz, da Atas.

Fonte: Correio da Bahia
“A violência é comum e a polícia precisa abordar os táxis e os passageiros”, defendeu o presidente da Cooperativa Associativa de Assistência dos Taxistas (Coastaxi), Gilberto Silva, 65. “Às vezes podemos estar transportando um ladrão ou um soldado do tráfico. Há um ano, fui refém de quatro homens durante três horas e meia. Eles estavam armados e me fizeram rodar pela cidade”, disse o taxista Carlos Costa, 40.

Apesar da medida tentar proteger os taxistas de possíveis crimes, alguns motoristas estão preocupados com a recepção das revistas por parte dos passageiros. “É positivo para taxista, mas pode ser inconveniente para o passageiro. Não sei como eles vão reagir se estiverem com pressa, e com o dinheiro contado. Vamos ver se vai dar certo”, disse Valdeílson Miguel, presidente Associação Metropolitana de Taxistas (AMT).

Para o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi), Luiz Santana, uma saída para evitar o desconforto para o cliente é oferecer um desconto proporcional ao tempo gasto com a blitz. O subcomandante do COPPM, tenente-coronel Francisco Luiz da Fonseca Issa, informou que a corporação estuda firmar um convênio com a prefeitura para ampliar a fiscalização dos taxistas clandestinos — outra solicitação da categoria.

“Será realizado um planejamento envolvendo os esquadrões Águia e Garra para traçar pontos estratégicos”, disse o subcomandante.

O secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota declarou que o apoio da PM é fundamental para ampliar o alcance da fiscalização, já que equipes da Coordenadoria de Táxi e Transportes Especiais costumam ser ameaçadas.

“É importante aumentar o cerco em regiões como rodoviária, aeroporto e ferry-boat, onde existem muitos irregulares”, afirmou Paulo da Cruz, da Atas.

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