Agentes de endemias de Feira de Santana iniciam greve por tempo indeterminado

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Os agentes comunitários de saúde e endemias de Feira de Santana iniciaram nesta terça-feira (12) greve por tempo indeterminado. O movimento foi deflagrado em assembleia realizada na noite desta segunda (11). O início da greve foi marcado por um protesto realizado pela categoria na tarde desta terça, em frente ao prédio da prefeitura municipal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias de Feira de Santana (Sindascofer), Roberto Carvalho, a classe reivindica que a administração municipal remunere os agentes com piso salarial definido pela lei federal 12.994/14, de R$ 1.014,00. A prefeitura enviou, no último dia 5 de abril, um projeto à Câmara de Vereadores que propõe elevar os salários pagos aos agentes comunitários de saúde dos atuais R$ 880,00 para o valor definido por lei. Aprovada nesta terça (12), a proposta, no entanto, deixou de fora os funcionários da área de endemias e não beneficiou a categoria com o reajuste, algo que não agradou o sindicato. Ainda de acordo com o presidente do Sindascofer, a prefeitura afirma não ter condições de pagar o piso aos agentes de endemias, o que a instituição também não aceita. “Isso não existe, o Ministério da Saúde já manda o complemento para pagar agentes comunitários de saúde e endemias”, bradou. Carvalho afirmou que os funcionários só encerram o movimento paredista se o aumento salarial se estender aos agentes de endemias. “Nós tivemos hoje na Câmara de Vereadores, usamos a tribuna livre. O líder do Governo disse que teríamos de brigar para receber o piso, mas nós já provamos ao nobre vereador que há condições de a prefeitura pagar. Ele terá que mandar um projeto para incluir os agentes de endemias. A gente não abre mão da greve”,  declarou. Nesta quarta (13), os grevistas fazem outros protestos. O primeiro acontece em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde e o segundo ocorre, mais uma vez, na sede da prefeitura. O Bahia Notícias entrou em contato com a prefeitura municipal, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

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