Alunos de Colégio da PM apresentam projetos no 5º Encontro Estudantil

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Quais as causas do mau desempenho escolar? Esse foi o principal questionamento que motivou as estudantes Alayne Costa, 16 anos, e Raquel Mangabeira, 15, do Colégio da Polícia Militar (CPM) de Itabuna, no sul da Bahia, a realizarem a pesquisa ‘Fatores que Influenciam no Aspecto Motivacional dos Adolescentes’. O  resultado foi apresentado durante a 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, que se estende até esta quinta-feira (23), na Arena Fonte Nova, em Salvador.
Sob a orientação do professor João Gabriel Costa, a dupla formulou um questionário e o aplicou em duas escolas, uma particular, em Itabuna, e uma pública, em Buararema, em um universo de 181 alunos. Após a tabulação, as pesquisadoras constataram causas como dificuldade de concentração e falta de administração do tempo. “Em cima disso, a partir do ano que vem, pretendemos dar prosseguimento ao projeto, com palestras nas escolas para debater essas causas”, afirmou Alayne Costa.
Dispostas no estande 46 da 6ª Feira de Ciências Empreendedorismo e Inovação da Bahia, evento integrante do encontro, as duas estudantes davam explicações ao público a todo tempo. “Fizemos essa pesquisa entre abril e agosto de 2016 e contamos com uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPQ]”, explicou Raquel.
Também aluno do CPM de Itabuna, Marcelin Eugene, 16, representou cinco estudantes, cujo grupo realizou um experimento sobre a utilização de pó de PET em cultivo de leguminosas. “Depois de fazermos cinco amostras com variadas concentrações de pó do PET, durante oito dias, percebemos que a com 60% cresceu mais que as outras”, avaliou Eugene.
Com a orientação do professor de química, Danilo Teixeira, eles chegaram a conclusão que a terra acaba ficando mais fofa, possibilitando uma maior entrada de ar, e gerando as mesmas quantidades de nutrientes. Diminuindo assim o custo de produção das empresas e a quantidade de plásticos no meio ambiente. “A decomposição do plástico é estimada em 400 anos e com ele triturado reduz para 20 a 30 anos”, lembra o estudante.

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