Após assassinatos, ônibus mudam de rota em Fortaleza, dizem moradores

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Algumas linhas de ônibus deixaram de passar pelo Bairro Lagoa Redonda, em Fortaleza, segundo moradores da Grande Messejana denunciaram na manhã desta sexta-feira (13). A denúncia foi feita um dia após uma série de assassinatos ter deixado 11 mortos. As vítimas foram mortas hora depois de um policial militar ser morto ao tentar proteger a mulher durante um assalto.

O G1 tentou falar com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Fortaleza (Sindiônibus), mas as ligações não foram atendidas. A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) informou que desconhece a mudança no itinerário e que vai investigar o que está acontecendo.

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Entre a noite da quarta-feira (11) e madrugada da quinta-feira (12), 12 pessoas morreram. A primeira vítima foi o policial militar militar Valterberg Chaves Serpa, baleado ao tentar proteger a mulher durante um assalto. As outras 11 mortes foram registradas horas depois do assassinato do policial. As mortes, que são investigadas pela polícia, foram nos bairros Lagoa Redonda e Curió e na Comunidade São Miguel.

Segundo o chefe do Comando de Policialmento da Capital, coronel Francisco Souto, uma das linhas de investigação apura se os homicídios têm ligação com a morte do policial. “Evidentemente, não se descarta a possibilidade de existir alguma represália por conta da morte do policial”, disse.

Souto afirmou que há duas outras hipóteses para explicar a série de assassinatos. “Acreditamos que essas mortes podem estar relacionadas à morte de um traficante aqui da região, morto com 33 disparos, ontem no quarto anel viário. Outra linha de investigação é a prisão de um traficante aqui da Grande Messejana”, explica.

Relatos dos assassinatos
Segundo moradores da Grande Messejana, a série de assassinatos começou na madrugada desta quinta, por policiais fardados que invadiram residências da região. O comandante Francisco Souto não confirma a versão das testemunhas.

“Arrastaram ele para fora de casa e atiraram nele e outro amigo dele que estava do lado de fora, já deitado no chão”, diz uma moradora do bairro que teve um parente assassinado.

“O meu genro estava deitado com a mulher grávida, puxou ele, atirou na cabeça e no peito”, diz outra moradora. “Um grupo tentou colocar fogo em um ônibus que passava no bairro, mas o motorista conseguiu sair do local”, afirma outra pessoa, que alega que presenciou policiais fardados efetuando os disparos.

Ônibus no Curió
Além das mortes, houve uma tentativa de incendiar um ônibus na região. Um grupo de pelo menos sete pessoas tentou incendiar o veículo, na manhã da quinta-feira, na Avenida Odilon Guimarães, no Conjunto São Miguel, no Bairro Curió, em Fortaleza.

De acordo com a Polícia Militar, dois homens interceptaram o ônibus e pediram para os passageiros, o motorista e o cobrador descerem. Logo em seguida, armados e com garrafas cheias de combustível colocaram fogo dentro do ônibus. Outros cinco suspeitos jogaram entulhos no meio da pista.

A polícia informou que o grupo fugiu. Equipes da PM, o próprio motorista e o cobrador conseguiram impedir que as chamas se alastrassem pelo veículo. Ninguém ficou ferido. Equipes do programa de Policiamento Ronda do Quarteirão, Comando Tático Motorizado (Cotam) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) buscam suspeitos. O ônibus já foi retirado do local.

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