Bahia registra 58 PMs assassinados nos últimos dois anos e meio

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Proteger os outros e se colocar na linha de frente é uma tarefa árdua. Os policiais militares vivem, diariamente, essa rotina. Criticados por excessos, pela falta de sintonia com a sociedade e por, muitas vezes, carregarem em suas fardas uma eterna contradição, que se traduz entre o medo que geram em alguns e a segurança que levam a outros, eles também são vítimas da violência que lutam para combater.

De acordo com dados da assessoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) são 14 policiais mortos neste ano em todo o estado. Os números foram encaminhados ao Aratu Online na última quinta-feira (12/7). Em 2016, foram 23 baixas na corporação. No ano anterior, número parecido, 21. Em dois anos e sete meses são 58 PMs assassinados. Uma média de quase dois policiais mortos a cada mês.

A violência que atinge aqueles treinados para combatê-la provocou a criação, em 2014, de uma força-tarefa especializada na investigação de crimes cometidos contra policiais. A medida, segundo a Secretaria de Segurança Pública, tem se mostrado efetiva.

Os dados oficiais apontam que, só este ano, 16 pessoas acusadas de participação em ataques contra policiais, incluídos aí civis e federais, morreram em confronto. Outras 22 foram presas.

Das 17 mortes contra agentes da força pública registradas este ano na Bahia (número geral que engloba civis e policiais federais), 13 já foram elucidadas com a prisão dos autores. As demais ocorrências possuem autorias definidas e mandados de prisão solicitados à Justiça, aponta a SSP.

A PM-BA avalia que a adoção de medidas preventivas é vital para a redução desses números, sobretudo nos momentos nos quais não estão portando a farda, quando a maioria das ocorrências é registrada. Além disso, seguir o manual de princípios básicos de segurança durante o exercício da atividade é outro ponto que não pode ser ignorado.

INVESTIMENTO

A SSP sinaliza ainda os investimentos em capacitação, promovidos pelas instituições policiais, com o objetivo de preparar seus integrantes para as adversidades e os riscos da profissão.

Risco, palavra tão comum no dicionário da Polícia Militar e que tem cada vez mais se revelado em tristes significados no cotidiano desses profissionais. Na vida real, a dor é muito maior do que os números, que não conseguem traduzir ou dimensionar o tamanho de uma perda.

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