Brasil terá lei que regulamenta empresas juniores

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O projeto de lei que regulamenta o funcionamento das empresas juniores, entidades onde os universitários põem em prática as técnicas estudadas em sala de aula com clientes reais, foi sancionado nesta quarta-feira (6) pela presidente Dilma Rousseff. Com a regulamentação, toda a empresa júnior deve ser formada exclusivamente por universitários regularmente matriculados em instituições de ensino superior e não ter qualquer tipo de ligação partidária. Também é exigido que os membros exerçam trabalho voluntário, sem remuneração. Pioneira no mundo, a lei garante que as empresas juniores não percam o caráter de associações civis sem fins lucrativos e que realizem projetos que contribuam para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos membros. Ao Globo, a Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior) afirmou o país conta com mais de 1,2 mil empresas juniores espalhadas pelo país — 300 são filiadas à entidade. Cerca de 11 mil universitários estão envolvidos diretamente nos projetos das entidades somente nas organizações já regulamentadas pela Brasil Júnior. Todo o lucro obtido através dos serviços prestados devem ser aplicados na manutenção da própria empresa júnior. Entre projetos e consultorias realizados, as empresas juniores movimentaram cerca de R$ 10 milhões em 2015, número que tende a crescer neste ano. Rio Verde acredita que as empresas juniores podem ser uma saída positiva para um mercado que enfrenta dificuldades de produção. Em julho, o Brasil recebe pela segunda vez, a Conferência Mundial de Empresas Juniores (Junior Enterprise World Conference – JEWC). A expectativa é que cerca de 3,5 mil empresários juniores de cerca de vinte países diferentes participem do evento em Florianópolis (SC). O Brasil já recebeu uma edição do evento em 2012, quando cerca de 2,2 mil universitários se reuniram em Parati (RJ).

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