Com dificuldades financeiras, hospital municipal de Ibicaraí pode reduzir atendimento

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O Hospital Municipal Arlete Maron de Magalhães, de Ibicaraí, no Litoral Sul do estado, pode ser obrigado a reduzir o número de atendimentos e serviços pela falta de recursos da prefeitura para arcar com os custos da unidade. Ao pedir socorro, no entanto, a prefeitura obteve uma negativa da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). O cenário desanimador para a saúde municipal acontece em meio ao aumento do número de casos da tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – na região, o que tem levado ao crescimento na busca da população por atendimento na unidade. A situação foi tema de uma reunião entre o prefeito Lenildo Alves Santana (PT) e o secretário estadual de Relações Institucionais Josias Gomes, nesta segunda-feira (4), em Salvador. No encontro, Santana pediu ao titular da Serin que intercedesse junto ao titular da Sesab, Fábio Vilas-Boas, para solicitar à pasta o envio de materiais a serem utilizados no tratamento de pacientes diagnosticados com alguma das doenças que compõem a tríplice epidemia. Todavia, o pedido foi negado pela secretaria, de acordo com o prefeito. “A secretaria disse que não tem condições de oferecer isto agora. A gente não tem tido suporte para tríplice epidemia e para outros atendimentos”, afirmou Santana em entrevista ao Bahia Notícias. A negativa da Sesab agrava ainda mais a situação do hospital municipal. A conta não fecha: com orçamento mensal de R$ 120 mil, a unidade acumula despesas na ordem de R$ 250 mil. Além da falta de apoio do governo estadual, a prefeitura ainda conta com outra dificuldade para manter a instituição. O hospital atende também aos municípios de Itaju do Colônia, Floresta Azul e Santa Cruz da Vitória, mas a administração de nenhuma destas cidades auxilia no custeio das despesas. Sem conseguir solucionar os problemas com o caixa, a prefeitura terá que reduzir ainda mais o número de serviços prestados pelo hospital. “Teremos que reduzir os serviços. A gente tem tido dificuldades, já chegamos a diminuir esses serviços. Suspendemos todo o auxílio para pequenas cirurgias, exames de vista, fornecimento de óculos”, disse o gestor. Com o mesmo teto para gastos há cinco anos, o número de atendimentos se eleva mês a mês e, junto com eles, os custos apresentam curva ascendente. “Hoje, a gente atende em torno de 300 pessoas/dia. No mês de fevereiro, foram 29.000 procedimentos e este número aumentou em março. A gente tem que continuar trabalhando. A gente tem sustentado por enquanto, mas temos tido dificuldades”, lamentou

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