Dólar cai e fecha a R$ 3,62, de olho em possível rompimento do PMDB

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O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (28), após o feriado de Páscoa e na véspera da reunião do PMDB que deve decidir pelo rompimento com o governo.

A moeda dos EUA fechou o dia em baixa de 1,51%, vendida a R$ 3,6257.

“O mercado enxerga a saída do PMDB como o começo do fim do governo Dilma”, disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O PMDB reúne-se na terça-feira para tratar de seu futuro no governo e as expectativas são de que o maior partido da base aliada decida deixar o governo.

Muitos operadores enxergam que a saída de Dilma do Palácio do Planalto é um passo para a recuperação da economia brasileira mas outros, porém, ressaltam que as turbulências políticas tendem a dificultar o ajuste econômico.

O recuo recente da moeda norte-americana, que também foi motivado pelo ambiente externo mais favorável, levou o BC a rever sua política de atuação no câmbio. No mês, até o pregão passado, o dólar acumulava queda de 8,05 por cento sobre o real.

Ação do BC
O Banco Central não anunciou leilão de swap cambial reverso, que equivale a compra futura de dólares, para esta sessão. O BC realizou quatro operações desse tipo na semana passada, após deixar a ferramenta encostada por três anos.

O BC fez na quinta-feira leilão de swaps cambiais reversos, que equivalem à compra futura de dólares, pelo quarto dia consecutivo, após deixar a ferramenta encostada por três anos.

No entanto, o BC não vendeu nenhum contrato dos até 3 mil ofertados, levando o dólar a reduzir a alta sobre o real. O lote foi também menor do que as outras três operações. O avanço do dólar foi limitado também porque alguns operadores realizavam lucros após a forte alta da sessão passada.

O BC também reduziu pela terceira vez neste mês a oferta de swaps cambiais tradicionais –que equivalem a venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem em abril.

Muitos operadores acreditam que o enfraquecimento do dólar desagrada ao BC ao prejudicar exportadores no momento de intensa recessão e, assim, poderia afetar as contas externas do país. A autoridade monetária diz que age para mitigar a intensa volatilidade, que vem em meio a forte incerteza política.

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