Estudante baiana que tentava chegar no Alaska de bicicleta morre atropelada em Natal

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Um acidente ainda sem explicações tirou a vida da estudante de psicologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Alexia Suelen Van Pettens, 24 anos. Internada desde a última quarta-feira (14), no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal (RN), a baiana teve morte cerebral constatada neste sábado (17).

Alexia havia saído de Salvador numa expedição de bicicleta junto com alguns amigos rumo ao Alaska, nos Estados Unidos, e trafegava pela ciclovia da ponte Newton Navarro, também em Natal, quando foi supostamente atropelada.

O pai da jovem, Luciano Van Pettens, disse que o grupo de ciclistas já havia passado por Salvador e Alexia os encontrou já na Paraíba, de onde seguiram pedalando. “Ela até fez um diário, umas anotações sobre o quanto já tinham percorrido, mas eu ainda não consegui ler. O fato de ela ter sido atropelada ou não é uma especulação e eu realmente não quero ter conhecimento dos detalhes, não quero saber”, desabafou. Até o momento, a polícia não conseguiu identificar o autor do suposto atropelamento.

Antes do ocorrido, Alexia chegou a dar entrevista para uma televisão local, onde justificou a escolha da aventura, procurando autoconhecimento. “Por mais que tudo estivesse bem, e tudo na minha vida estivesse dando certo aos olhos de outras pessoas, dentro de mim, eu sentia tristeza, me sentia infeliz. Certo dia, eu resolvi que não era isso que eu queria para minha vida e comecei a buscar o que poderia me fazer feliz de verdade”, explicou ela.

Segundo Luciano, Alexia nunca tinha ficado muito tempo longe da família, mas decidiu que gostaria de fazer esta viagem. “Dessa vez, ela precisava”, disse. Ainda segundo ele, a filha sempre gostou de esportes e tinha começado a pedalar há pouco tempo.

O primo dela, Hilário Júnior, foi quem recebeu uma mensagem do grupo de ciclistas, avisando sobre o acidente. Os amigos informaram a Hilário que o grupo seguia pela ponte e ela vinha pedalando por último. “Segundo os amigos nos falaram, uma pessoa informou para eles que um motociclista tentou fugir de um radar da ponte, desviando pela ciclovia e acabou atropelando ela, que bateu com a cabeça no canteiro da ponte”, conta.

Ao saber do acidente, o grupo retornou e encontrou Alexia caída. A pessoa que havia testemunhado não soube informar a placa da moto e não quis dar depoimento. Ainda segundo o primo, as imagens do local são ruins e não mostram o que de fato aconteceu.

O velório da estudante se iniciará no final da tarde desta quarta-feira (21), e a cerimônia de cremação acontecerá às 10h de quinta-feira (22), ambas em Salvador, no Cemitério Jardim da Saudade.

Homenagens
A mãe da jovem, Solange Alves, emitiu uma nota agradecendo ao grupo Tribo Totipah, que realizava a expedição junto com Alexia. “Deixo aqui nossos agradecimentos ao grupo que estava com Alexia, Tribo Totipah, que permaneceram juntos e nos acionaram assim que o acidente aconteceu, a todos do Hospital Walfredo Gurgel que desde o início não mediram esforços para salvar Alexia. Ao Governo do Estado (do Rio Grande do Norte) que tem nos apoiado, a Inter TV, e a todos de Natal RN que nos acolheram de uma forma linda, surpreendente e especial”, escreveu ela, em uma rede social.

No Facebook, o grupo Tribo Totipah informou que veio de Natal a Salvador, numa viagem de 22 horas, para prestar as últimas homenagens a Alexia. O grupo se reunirá entre as 17h e as 21h no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, para tocar e cantar em homenagem à estudante. “Se já era claro para nossa missão as razões que moviam nossas bicicletas, hoje conseguimos sintetizar em apenas uma palavra: Alexia!”, escreveu o grupo, que pretende continuar a estrada com destino ao Alaska.

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