Explosão solar atinge o Brasil

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A nova emissão ocorreu na tarde de domingo e produziu um dos mais poderosos pulsos de raios-x do atual ciclo solar. A ejeção de massa coronal associada atingiu diretamente o Brasil e salpicou com partículas carregadas os sensores a bordo do satélite SOHO.

O intenso flare atingiu a classe X8.2 e ocorreu às 12h57 BRT de domingo, quatro dias depois que um flare altamente energético de magnitude X9.3 foi registrado na face frontal do Sol.

Em ambos os casos, as emissões foram provocado pelo rompimento do campo magnético ao redor da Região Ativa AR2673, uma mancha solar do tipo “beta-gama-delta”, com quase 3 bilhões de km2 de área. Na ocasião do flare X9.3, a mancha estava voltada diretamente para a Terra. O flare atual foi registrado com a mancha quase oculta no limbo oeste da estrela.

Blecaute eletromagnético sobre o Brasil
O flash de raios-x atingiu diretamente o Brasil, América Central e grande parte da América do Norte. Como consequência, causou forte blecaute de radiopropagação nas bandas de baixa frequência (HF), com consequências diretas nas comunicações intercontinentais e equipamentos de radiolocalização e balizas, operadas nas Frequências Muito Baixas, ou VFL.

De acordo com radioamadores o blecaute durou aproximadamente duas horas.

Mancha beta-gama-delta
Grupos de manchas do tipo “beta-gama-delta” têm campo magnético tão complexo que é impossível observar linhas de fluxo magnético conectando duas manchas de polaridade oposta. Flares originados nesse tipo de região ativa atingem facilmente as classes M ou X.

Emissões altamente energéticas
O flare de classe X-8.2 iluminou de raios-x quase toda a face da Terra voltada para a estrela. A potência calculada do flare atingiu a impressionante marca de 120 Gigawatts, uma potência instantânea tão alta que para ser produzida seria necessário o emprego de nove usinas de Itaipu ao mesmo tempo.

Embora altamente poderosas, emissões de raios-x não ultrapassam a atmosfera terrestre. Ela age como proteção contra esse tipo de radiação e sem a qual seria praticamente impossível a vida na Terra.

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