Geração de emprego sinaliza melhora da economia europeia em 2016

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As empresas da zona do euro estão contratando ao ritmo mais rápido em mais de quatro anos, em um sinal de confiança de que a economia da região ganhará impulso nos próximos meses, segundo a Markit Economics.

A encorajadora entrada de pedidos empurrou a taxa de crescimento da geração de empregos ao nível mais elevado desde maio de 2011, disse a empresa com sede em Londres na quarta-feira. Um índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) específico dos setores industrial e de serviços ficou em 54 em dezembro, próximo à marca de 54,2 do mês anterior.

O Banco Central Europeu reduziu uma de suas taxas básicas de juros neste mês e ampliou o programa de flexibilização quantitativa depois que as projeções atualizadas mostraram que a taxa de inflação da região subiria a um nível mais lento que o previsto anteriormente. A confiança econômica permaneceu no nível mais elevado em mais de quatro anos em novembro diante da expectativa de novos estímulos. O desemprego registrou o nível mais baixo desde o começo de 2012.

“O mais encorajador de tudo é o aumento da taxa de geração de empregos, que atingiu o nível mais alto desde o segundo trimestre de 2011. Espera-se que, assim, se abra o caminho para que o desemprego comece a cair seriamente à medida que entrarmos em 2016”, disse Chris Williamson, economista-chefe da Markit. “O aumento das contratações indica também que as empresas estão otimistas em relação às perspectivas para o ano que vem e sugere que o ritmo de crescimento do PIB poderia subir ainda mais nos próximos meses”.

Crescimento sólido

O BCE prevê que o produto interno bruto aumentará 1,5 por cento em 2015, 1,7 por cento em 2016 e 1,9 por cento no ano posterior. A previsão é que a inflação acelere para 1,6 por cento em 2017, contra 0,1 por cento neste ano.

A Markit disse que os PMIs sinalizam “um crescimento sólido contínuo” na Alemanha, que registrou seu melhor trimestre em um ano e meio, enquanto a atividade francesa desacelerou e ficou perto da estagnação.

“A avaliação trimestral para ambos os setores da zona do euro e particularmente para a Alemanha é positiva, o que sugere que a economia ganhou algum impulso no quarto trimestre”, disse Stefan Kipar, economista do Bayerische Landesbank em Munique. “Pelo lado do preço, a perspectiva na zona do euro ficou ainda mais turva, também devido às altas e contínuas pressões competitivas”.

Os preços de produção na zona do euro continuaram caindo em dezembro, um sinal de que as empresas foram “incapazes, de forma geral”, de repassar os custos mais elevados para os clientes, disse a Markit.

“As autoridades provavelmente continuarão decepcionadas com o ritmo relativamente modesto de expansão e com a falta de pressões inflacionárias, considerando o estágio da recuperação e a quantidade de estímulos que já estão sendo aplicados”, disse Williamson.

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