Lava Jato focará em partidos e comunicação da Petrobras

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A força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato começa 2016 com a perspectiva de durar pelo menos mais três anos e a meta de responsabilizar partidos cujos integrantes atuaram no esquema de corrupção na Petrobras, de acordo com informações publicadas pela Folha. A área de comunicação da Petrobras e subsidiárias da estatal do petróleo também devem receber atenção especial.
Ainda de acordo com o jornal, os procuradores avaliam que em quase dois anos de Lava Jato foi acumulado um “estoque” de indícios de crimes que levarão a “inúmeras operações” nos próximos meses. O grupo deverá apresentar ainda no primeiro trimestre as primeiras ações criminais relativas ao crime de formação de cartel pelas empresas envolvidas no esquema.
Em 2016, a força-tarefa em Curitiba também deve buscar parcerias com as procuradorias nos Estados que eventualmente receberem desmembramentos da Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que só apurações com provas diretamente conectadas à Petrobras devem permanecer na 13ª Vara Federal no Paraná, que tem Sergio Moro como titular.
Segundo a Folha, nos próximos meses, o grupo de procuradores pode ter pelo menos três substituições e perder alguns de seus investigadores mais experientes. A equipe de procuradores em Curitiba, que atua nos casos das pessoas que não ocupam cargos no Legislativo ou no alto escalão no Executivo realizou na quinta-feira (14) a primeira reunião geral para discutir os rumos da Lava Jato em 2016.
Em ano de eleições municipais, os partidos políticos também serão alvo da Lava Jato. Estão previstas ações civis contra as legendas para pedir o ressarcimento de valores em razão da participação de políticos no esquema de corrupção.

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