“Não sei como vamos ficar”, diz prefeito de cidade que todos os vereadores estão presos

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O prefeito de Centralina (MG), cidade que vive um momento inusitado com todos os nove vereadores eleitos presos, Elson Martins de Medeiros (PP), disse em entrevista ao UOL que ainda não sabe como ficará a situação da cidade.

“Estou aguardando o posicionamento do promotor [Marcos Vinícius Ribeiro Cunha]. Eu sei o mesmo que você e não sei como vão ficar as coisas daqui pra frente”, disse, que disse ter ficado surpreso com as denúncias.O prefeito de Centralina (MG) Elson Martins de Medeiros (PP)

Segundo o Ministério Público, entre os crimes praticados pelos vereadores destacam-se associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Eles teriam desviado a verba destinada para despesas de viagens, com hospedagens e alimentação em deslocamentos que na realidade, nunca aconteceram.

Os quatro vereadores presos preventivamente no dia 19 de janeiro renunciaram ao cargo logo após serem soltos. Os suplentes deles Adilson Gargamel (PMN), Izanete Rosa (PSC), Sebastião da Luz (PCdoB) e Wiliam Garcia (PPS) devem ser empossados na próxima semana, quando a Câmara retoma os trabalhos da Casa.

Agora, segundo prefeito, resta a dúvida se os outros cinco vereadores presos ontem irão renunciar também. “A Câmara tinha obrigações a cumprir em novembro e não cumpriu. Existem pendências que se a Casa não resolver, a prefeitura será prejudicada. Nós estamos entristecidos com toda a situação e também apreensivos”, disse.

Ainda que os vereadores não renunciem e continuem presos até a primeira sessão ordinária do ano, os suplentes deles devem tomar posse para dar continuidade aos trabalhos da Casa.

Logo após a prisão dos vereadores, de um ex-servidor e um ex-vereador, os funcionários da Câmara Municipal prestaram depoimento no Ministério Público. Procurado, o promotor Marcos Vinícius Ribeiro Cunha respondeu por meio da assessoria de imprensa, que só irá se pronunciar após a conclusão da investigação.

Vereadores continuam presos
Os vereadores são investigados na operação “Viagem Fantasma” do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Uberlândia- por desvio de dinheiro público.

Os cinco presos na manhã de ontem foram encaminhados para o presídio Professor Jacy de Assis em Uberlândia e continuam presos. Os advogados não foram localizados.

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