Organizador de Marcha para Satanás comemora repercussão; protesto discute ‘invasão teocrática’ do Congresso

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O organizador do evento “Marcha para Satanás”, o perfil fantasioso “professor Dagoberto de Almeida” para presidente”, comemorou a repercussão das reportagens sobre o evento. O movimento é um protesto contra o “avanço da teocracia” no Brasil e foi um dos assuntos mais comentados em sites de notícia e perfis locais das redes sociais.

Prevista para começar ás 17h de domingo (17), na Praça das Bandeiras, o movimento se opõe a ampliação da isenção de impostos das igrejas, o impedimento da Proposta de Emenda Constitucional que dá às instituições religiosas o poder de acionar diretamente o Supremo Tribunal Federal e a intervenção desse setor na discussão de temas relacionados ao aborto, eutanásia e políticas para os grupos LGBT e outras pautas.

O protesto é divulgado pela rede social Facebook. O professor Dagoberto para todos os manifestantes comparecerem fantasiados a fim de chamar a atenção da população enquanto andarem pelas ruas de Cuiabá. Este movimento acontece também em outras cidades do país, como Rio de Janeiro – RJ, Uberlândia – MG, Itu –SP, Jaraguá do Sul – SC, Natal – RN, Por Alegre – RS, Maceió – AL e outras. Todas organizadas por perfis “fakes”, como são chamados os usuários que não correspondem a uma pessoa normal.

Em Cuiabá, por enquanto são 211 participações confirmadas na página do evento no Facebook, mais 180 com interesse em 1,3 mil convidados. A página do evento também se tornou um “fórum de discussão” de religiosos contra ateus, sendo comum cristãos desejando a morte dos manifestantes.

No convite, a organização solicita para os participantes que levem para o ato, um quilo de alimento não perecível, que será destinado posteriormente para entidades assistenciais. “A partir das 18:30 horas percorreremos a Avenida do CPA, o ponto de encerramento da marcha será na Avenida dos Expedicionários na frente da Estação Cultura. Onde pretendemos organizar um show de encerramento por volta das 19h30 horas com bandas locais”, cita.

O movimento, de acordo com a divulgação em rede social, é contrário: a ampliação da isenção de impostos perante as Igrejas; limitação da liberdade de expressão do professor em sala de aula, impedido de tratar de temas como teoria da evolução, política e gênero; intervenção de grupos religiosos no âmbito do STF; modificações a lei de atendimento de vítimas de violência sexual; que impeçam a discussão de temas como aborto e eutanásia;que se afrontem os direitos da mulher; que impeçam a discussão de temas relacionados aos direitos da comunidade LGBT, brasileiros afro-descendentes e indígenas; um “Estatuto da Família” que não contempla a realidade brasileira e nem atende aos anseios socias; que menosprezem religiões e crenças diferentes da(s) majoritária(s).que atentem contra a liberdade de expressão e a laicidade do Estado como um todo.

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