Para evitar penhora, família joga carro em oficiais de Justiça do DF

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Dois oficiais de Justiça escaparam por pouco de um atropelamento enquanto tentavam cumprir um mandado de penhora no Distrito Federal. Filho do devedor, o motorista avançou sobre a dupla e só foi parado por uma equipe da Polícia Militar que patrulhava a região veja vídeo). Pai e filho foram autuados por desacato e desobediência.

O caso aconteceu no dia 6 de abril, em Taguatinga, mas as imagens só foram divulgadas neste mês.

Presente na diligência, o oficial de Justiça Gustavo Terra conta que o homem pediu para o filho pegar um objeto no carro e, em seguida, ordenou que ele arrancasse com o veículo.

“Na hora, o meu colega Cristiano Fructuoso estava segurando o carro. Ele sentiu que iria fugir do local. O menino acelerou e ele continuou segurando”, disse. “Foi horrível. Quase que passa por cima do pé dele porque saiu arrastando.”

Terra é um dos 605 oficiais que trabalham para notificar e cumprir decisões do Tribunal de Justiça do DF. Há cinco anos, ele diz buscar formas de se precaver contra este tipo de ocorrência. “Meu relógio, minha caneta e meus óculos filmam. Como a gente não tem posse de arma, nossa única segurança é registrar tudo”, afirmou. Ele disse considerar “sorte” a intervenção da PM no local.

De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do DF, Gerardo Lima Filho, situações do tipo são frequentes. Além das ameaças, também há ocorrências de roubos com arma de fogo, agressão física, desacato e furto.

“A categoria está em uma situação de grande preocupação por causa da quantidade significativa de crimes contra oficiais. Já houve até caso de cárcere privado, quando um homem trancou um colega dentro da casa dele em Taguatinga”, comentou.

Filho afirma que o oficial costuma sair sozinho para cumprir os mandados, “sem equipamento nenhum e sem segurança alguma”. A ação solitária acontece mesmo em fins de semana e feriados, ou em áreas consideradas isoladas ou de risco, segundo ele. A categoria reclama melhores condições de trabalho.

“Estamos pedindo para aumentar o efetivo porque, assim, teremos como ir em duplas. Também solicitamos acompanhamento da polícia ou dos próprios seguranças do TJ”, diz o representante da categoria.

Em nota, a corregedoria do Tribunal de Justiça do DF afirma que “está ciente e empenhada em melhorar as condições de trabalho e segurança dos servidores e magistrados.” Segundo o texto, uma audiência agendada para a próxima terça-feira (10) deve tratar do tema com a Secretaria de Segurança Pública.

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